Resumo
A L-asparaginase é um componente crucial no tratamento da leucemia linfoblástica aguda (LLA), principalmente em crianças, devido à sua capacidade de destruir células leucêmicas. No entanto, o seu uso é acompanhado por desafios, como a ocorrência de reações de hipersensibilidade, neurotoxicidade e toxicidade hepática, que podem comprometer a adesão ao tratamento e a qualidade de vida dos pacientes. Objetivo: Investigar a eficácia e segurança da L-asparaginase em diferentes faixas etárias, considerando as inovações e desafios no seu uso, bem como as perspectivas futuras para o tratamento da LLA. Metodologia: Revisão integrativa da literatura, buscando artigos publicados nos últimos 5 anos, em português e inglês, na base de dados PubMed. Resultados: A análise dos estudos revelou que diferentes formulações da enzima, como a pegaspargase e a asparaginase derivada de Erwinia chrysanthemi, têm sido desenvolvidas para reduzir a toxicidade e aumentar a eficácia. Além disso, o monitoramento dos níveis plasmáticos da enzima e a busca por novas abordagens terapêuticas, como a terapia combinada e a farmacologia de sistemas de células únicas, são estratégias promissoras para otimizar o tratamento. Considerações finais: A L-asparaginase é fundamental no tratamento da LLA, mas exige atenção aos efeitos adversos e individualização do tratamento, considerando as particularidades de cada paciente. A otimização contínua dos protocolos e a personalização da dosagem, aliadas ao desenvolvimento de novas formulações e abordagens terapêuticas, são caminhos promissores para melhorar os resultados clínicos e a qualidade de vida dos pacientes com LLA.
Palavras-chave: Leucemia linfoblástica aguda; L-asparaginase; Efeitos adversos; Formulações; Terapia combinada.
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