Análise da Mortalidade por Intoxicação Exógena no Brasil entre 2018 e 2022: Disparidades Étnico-Raciais e Regionais.
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n8p1135-1146Palavras-chave:
Intoxicação exógena, taxa de mortalidade, DATASUS.Resumo
A intoxicação exógena é um problema de saúde pública no Brasil, devido à sua alta prevalência e letalidade. Além disso, cabe ressaltar que essas mortes são evitáveis e carecem de combate por medidas públicas, principalmente nas regiões mais carentes do Brasil. Ademais, essa problemática tem poucos dados publicados que afirmem sua real relevância no contexto atual, mesmo com sua alta taxa absoluta de óbitos anuais. O presente estudo tem como objetivo analisar e compilar estatisticamente o número de mortes por intoxicação exógena no Brasil, utilizando dados públicos disponíveis. Para tal, foram extraídos dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) - DATASUS, abrangendo o período entre os anos de 2018 e 2022. A seleção das informações foi feita com a aplicação de filtros específicos para que se enquadrassem no conceito de intoxicação exógena, mantendo a estratificação tanto das diferentes regiões do território nacional quanto das categorias raciais. Adicionalmente, foi estabelecida uma taxa de mortalidade, calculada pela relação entre o número de óbitos e o total de habitantes em cada região, considerando uma base de 100 mil habitantes. Esses dados populacionais foram obtidos a partir de informações fornecidas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os resultados do estudo indicaram uma taxa de mortalidade mais elevada na população de raça preta (0,6616), em comparação com pardos (0,5108) e brancos (0,3497). Para as populações de raça amarela, indígena e raça ignorada, os dados foram insuficientes para a análise. Outro aspecto relevante é o predomínio de mortes observadas na região Sudeste, tanto para pretos quanto para brancos, enquanto que, para os pardos, houve uma maior variação nas taxas de mortalidade entre as diferentes regiões do país.
Palavras-chave: Intoxicação exógena, taxa de mortalidade, DATASUS
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