IMPLANTES DENTÁRIOS: REVISÃO BIBLIOGRÁFICA PLANEJAMENTO E SUCESSO A LONGO PRAZO
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n4p907-930Palavras-chave:
Implantes dentários; Osseointegração; Planejamento reversoResumo
O edentulismo, parcial ou total, ainda é um problema relevante, afetando funções mastigatórias, estética, fala e qualidade de vida. Nesse contexto, os implantes dentários osseointegrados se consolidaram como uma solução previsível e eficaz, impulsionados por avanços em materiais, superfícies e tecnologias digitais. O sucesso do tratamento está diretamente relacionado a pilares fundamentais como planejamento reverso, estabilidade primária, controle de micromovimentos, manejo adequado dos tecidos e prevenção de complicações. A osseointegração é um processo biológico essencial, dependente de fatores como qualidade óssea, técnica cirúrgica e estabilidade inicial do implante. Protocolos como carga imediata podem reduzir o tempo de tratamento, desde que haja critérios rigorosos de indicação. A evolução dos implantes inclui melhorias na macrogeometria, conexões internas (como cone Morse) e tratamentos de superfície que favorecem a integração óssea. A escolha do tipo de implante deve considerar aspectos anatômicos, protéticos e estéticos. Além disso, fatores sistêmicos e locais, como tabagismo, diabetes, histórico periodontal e densidade óssea, influenciam diretamente o prognóstico. A avaliação pré-operatória detalhada, incluindo anamnese, exame clínico e tomografia, é indispensável para um planejamento seguro. Em casos de deficiência óssea, enxertos e biomateriais são frequentemente necessários, sendo classificados em autógenos, alógenos, xenógenos e aloplásticos, cada um com indicações específicas. Complicações podem ocorrer e são divididas em biológicas, como peri-implantite, e mecânicas, como falhas protéticas, reforçando a importância da manutenção periódica. Por fim, tecnologias emergentes, como nanotecnologia, impressão 3D e implantes inteligentes, apontam para uma implantodontia mais precisa e personalizada. Conclui-se que o sucesso a longo prazo depende de planejamento adequado, controle de fatores de risco e acompanhamento contínuo do paciente.
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