Leucemias Pediátricas: Perspectivas Clínicas, Marcadores Prognósticos e o Impacto do Diagnóstico na Criança e em sua Rede Familiar
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n10p1314-1335Palavras-chave:
Leucemia Pediátrica; Câncer Infantil; Diagnóstico Precoce; Impacto Psicossocial; Equipe Multiprofissional.Resumo
O câncer infantil, embora menos frequente que em adultos, representa uma das principais causas de mortalidade pediátrica. Dentre as neoplasias hematológicas, destacam-se a Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA), a Leucemia Mieloide Aguda (LMA) e a Leucemia Mielomonocítica Juvenil (LMMJ), responsáveis pela maioria dos casos em crianças. Essas doenças caracterizam-se pela proliferação clonal de células imaturas na medula óssea, resultando em falência hematopoética e manifestações clínicas como febre, palidez, sangramentos, dor óssea e hepatoesplenomegalia. O diagnóstico precoce é essencial, visto que os sinais iniciais podem se confundir com infecções comuns na infância. Avanços terapêuticos, como o uso do ácido all-trans-retinoico (ATRA) na LMA M3, têm proporcionado aumento significativo nas taxas de sobrevida. Contudo, o câncer pediátrico impacta também o contexto psicológico e social da criança e de sua família, exigindo uma abordagem multiprofissional e humanizada. Assim, o reconhecimento precoce, a assistência integral e o suporte psicossocial são fundamentais para melhorar o prognóstico e a qualidade de vida dos pacientes.Downloads
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