FORMA DE APRESENTAÇÃO DOS OSSOS NASAIS E SUA RELAÇÃO COM O DIMORFISMO SEXUAL EM UMA COLEÇÃO OSTEOLÓGICA DA REGIÃO NORDESTE DO BRASIL

Autores

  • Elvira Silva Teles Graduandos do Curso de Medicina da FAP-Araripina (PE)
  • Jhulliet da Costa Fernandes Graduandos do Curso de Medicina da FAP-Araripina (PE)
  • Danielle Alcantara Alencar Graduandos do Curso de Medicina da FAP-Araripina (PE)
  • Thaisse Maria de Souza Farias Graduandos do Curso de Medicina da FAP-Araripina (PE)
  • Rossana Pires Rodrigues dos Santos Graduandos do Curso de Medicina da FAP-Araripina (PE)
  • Maria Eduarda Marins Vidal Graduandos do Curso de Medicina da FAP-Araripina (PE)
  • Clara Suelen Sena e Silva Graduandos do Curso de Medicina da FAP-Araripina (PE)
  • Iramárya Peixoto Ulisses Bento Graduandos do Curso de Medicina da FAP-Araripina (PE)
  • Juliana da Silva Batista Graduandos do Curso de Medicina da FAP-Araripina (PE)
  • Erasmo de Almeida Júnior Docentes do Curso de Medicina da FAP-Araripina (PE)
  • Émerson de Oliveira Ferreira Docentes do Curso de Medicina da FAP-Araripina (PE)

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n7p630-639

Palavras-chave:

formas de apresentação, ossos nasais, crânios secos.

Resumo

Em Anatomia, variação anatômica é um desvio da morfologia normal de um órgão ou estrutura de um indivíduo, e dentre as diversas variações anatômicas, observamos algumas nos crânios, como nos ossos nasais. Assim sendo, no presente estudo pretendemos descrever as formas de apresentação dos ossos nasais em uma Coleção Osteológica da Região Nordeste do Brasil. Para o nosso estudo foram utilizados 448 crânios secos de adultos, sendo 165 do sexo feminino e 283 do sexo masculino. Todos os crânios pertencem ao acervo do Centro de Antropologia Forense da Faculdade de Medicina da FAP-Araripina, localizada no Estado de Pernambuco, Brasil. Para coleta dos dados, foi utilizado o método da observação direta. Após a coleta dos dados, observamos três tipos apresentação dos ossos nasais: Tipo I, triangular, Tipo II, em forma de ampulheta e Tipo III, retangular.  Com relação a amostra total (n=448), o Tipo I apareceu em 26,56% dos crânios, o Tipo II em 44,31% e o Tipo III em 29,02%. Com relação ao sexo masculino, 30,32% apresentaram o Tipo I, 41,34% o Tipo II e 28,21% o Tipo III. Já no sexo feminino observamos 20,61% do Tipo I, 49,69% do Tipo II e 30,30% do Tipo III. Devido à grande importância desta estrutura para a área da Antropologia Forense, faz-se necessário novos estudos em nossa população para identificação dessas variações.

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Publicado

2024-07-05

Como Citar

Teles, E. S., Fernandes, J. da C., Alencar, D. A., Farias, T. M. de S., Santos, R. P. R. dos, Vidal, M. E. M., Silva, C. S. S. e, Bento, I. P. U., Batista, J. da S., Almeida Júnior, E. de, & Ferreira, Émerson de O. (2024). FORMA DE APRESENTAÇÃO DOS OSSOS NASAIS E SUA RELAÇÃO COM O DIMORFISMO SEXUAL EM UMA COLEÇÃO OSTEOLÓGICA DA REGIÃO NORDESTE DO BRASIL. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 6(7), 630–639. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n7p630-639