A ASSOCIAÇÃO DE MIOCARDITE E A COVID-19

Autores

  • Renan Italo Rodrigues Dias Mestrando em Educação.
  • Ada Rhalinne Dias Arruda Silva Araújo Graduada em Medicina.
  • José De Moura Sampaio Neto , Graduado em Medicina.
  • Deyse Wanessa de Oliveira Costa Graduada em Medicina.
  • Landsteiner dos Anjos Leite Graduado em Medicina.
  • Luciano Ribeiro Dantas Graduado em Medicina.
  • Robson Prazeres de Lemos Segundo Graduado em Medicina.
  • Sarah Leny Gomes Madeiro Cruz Graduada em Medicina.
  • Saulo Barreto Martins de Melo Graduado em Medicina.
  • Thaynara Maria Honorato Muniz Graduada em Medicina.
  • João Pedro Mendonça Raphael Braz Graduado em Medicina.
  • Cleber Aparecido Medeiros da Silva Graduado em Enfermagem, Especialista em ADM hospitalar, Saúde Pública.

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n1p1969-1981

Palavras-chave:

Miocardite, Covid-19, Estudo, Casos, Infecção.

Resumo

A associação entre a COVID-19 e a miocardite, uma inflamação do músculo cardíaco, tem sido um tópico de crescente preocupação e estudo desde o início da pandemia. Explora os principais aspectos dessa inter-relação, considerando os potenciais impactos na saúde cardiovascular dos pacientes infectados pelo vírus SARS-CoV-2. A miocardite, caracterizada pela inflamação do tecido muscular do coração, é uma condição que pode ser desencadeada por diversos agentes infecciosos, incluindo vírus. Na COVID-19, estudos clínicos e relatos de casos têm sugerido uma possível ligação entre a infecção pelo coronavírus e o desenvolvimento de miocardite. A apresentação clínica da miocardite associada à COVID-19 varia, desde casos assintomáticos até manifestações graves com comprometimento significativo da função cardíaca. Os sintomas comuns incluem dor no peito, fadiga, falta de ar e palpitações, mas a miocardite também pode ocorrer de forma silenciosa, sem sintomas evidentes. A patogênese da miocardite na COVID-19 não está completamente elucidada, mas sugere-se que a resposta imunológica exacerbada do hospedeiro ao vírus possa desencadear a inflamação do músculo cardíaco. Além disso, a presença de receptores da enzima conversora de angiotensina 2 (ECA2) nas células cardíacas, que são utilizados pelo vírus para entrar nas células, pode desempenhar um papel na lesão cardíaca direta. Exames diagnósticos, como a ressonância magnética cardíaca e a biópsia endomiocárdica, são frequentemente empregados para confirmar a presença de miocardite e avaliar a extensão do dano cardíaco. O tratamento da miocardite relacionada à COVID-19 envolve frequentemente abordagens direcionadas para controlar a inflamação, além do manejo dos sintomas e suporte cardíaco, quando necessário. A compreensão da associação entre miocardite e COVID-19 tem implicações importantes para a gestão clínica e a saúde a longo prazo dos pacientes. Estratégias de prevenção, como a vacinação, tornam-se cruciais para reduzir o risco de infecção e, por conseguinte, o potencial desenvolvimento de complicações cardíacas. A relação entre a COVID-19 e a miocardite representa um campo de pesquisa em evolução, exigindo uma abordagem multidisciplinar para melhor compreender os mecanismos subjacentes e aprimorar as estratégias de diagnóstico, tratamento e prevenção. O acompanhamento de pacientes após a recuperação da COVID-19 é fundamental para monitorar a saúde cardíaca a longo prazo e implementar intervenções precoces quando necessário.

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Referências

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Publicado

2024-01-26

Como Citar

Dias, R. I. R., Araújo, A. R. D. A. S., Neto, J. D. M. S., Costa, D. W. de O., Leite, L. dos A., Dantas, L. R., Segundo, R. P. de L., Cruz, S. L. G. M., Melo, S. B. M. de, Muniz, T. M. H., Braz, J. P. M. R., & Silva, C. A. M. da. (2024). A ASSOCIAÇÃO DE MIOCARDITE E A COVID-19. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 6(1), 1969–1981. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n1p1969-1981

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Artigo Original