Toxoplasmose congênita: uma análise clínica e epidemiológica

Autores

  • Sofia Sofia de Souza Rainha Universidade do Oeste Paulista - UNOESTE - Jaú
  • Anna Carlota Mott Universidade do Oeste Paulista - Unoeste - Jaú

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n10p1916-1932

Palavras-chave:

: Impacto, Medidas, Prevenção, Promoção, Saúde.

Resumo

significativo para a saúde materno-infantil no Brasil, podendo resultar em complicações graves, como danos neurológicos, problemas visuais e atraso no crescimento do recém-nascido. Este estudo teve como objetivo analisar os aspectos clínicos e epidemiológicos da doença, incluindo diagnóstico, estratégias de prevenção e tratamento, além de padrões de ocorrência no país. Foi realizado um estudo epidemiológico transversal descritivo, com dados de notificações de 2022 a 2025 do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN/DATASUS), complementado por revisão bibliográfica em bases como PubMed e SciELO. Durante o período, foram notificados 19.471 casos, com aumento de 4.583 em 2022 para 7.172 em 2024, e 1.123 casos parciais em 2025. A análise regional revelou que Nordeste e Sudeste concentraram mais de 60% das notificações, enquanto as regiões Norte, Sul e Centro-Oeste apresentaram menor número absoluto, mas crescimento proporcional significativo. Isso sugere influência de fatores socioeconômicos, acesso à saúde, cobertura laboratorial e subnotificação em áreas remotas. O aumento nas notificações reflete melhorias no rastreio neonatal e maior conscientização das gestantes. A pesquisa reforça que políticas de prevenção eficazes, rastreio pré-natal, diagnóstico precoce e intervenções clínicas, como uso de espiramicina e pirimetamina com sulfadiazina, são essenciais. Conclui-se que a toxoplasmose congênita continua sendo uma prioridade de vigilância epidemiológica no Brasil.

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Referências

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Publicado

2025-10-29

Como Citar

Sofia de Souza Rainha, S., & Mott, A. C. (2025). Toxoplasmose congênita: uma análise clínica e epidemiológica. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 7(10), 1916–1932. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n10p1916-1932