A Otimização do manejo da dor e recuperação pós-operatória em cirurgias abdominais de grande porte

Autores

  • Daniella Rodrigues de Carvalho INAPÓS
  • Maria Elisa Ribeiro Tavares INAPÓS
  • Aissa Fernandes INAPÓS
  • Barbara Hellen Rodrigues INAPÓS
  • Kamily Scodeler Silva INAPÓS
  • Luiza da Silva Pereira INAPÓS
  • Ana Clara Oliveira Costa INAPÓS
  • Thayna Gonçalves Martins INAPÓS
  • Enzo Marcos Silva INAPÓS
  • Otávio Ferreira Diniz INAPÓS
  • Thiago Vieira Carneiro Faria INAPÓS
  • Maria Fernanda Vieira Barbosa INAPÓS

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n10p1212-1222

Palavras-chave:

Manejo da Dor Pós-Operatória, Recuperação Aprimorada Após Cirurgia, Cirurgia Abdominal de Grande Porte, Analgesia Multimodal.

Resumo

Este artigo revisa a literatura científica sobre a otimização do manejo da dor e da recuperação pós-operatória em pacientes submetidos a cirurgias abdominais de grande porte, com foco na comparação entre diferentes abordagens analgésicas e protocolos perioperatórios, bem como suas implicações nos desfechos clínicos. A pesquisa foi conduzida nas bases de dados PubMed, Scopus e Web of Science, utilizando os descritores “Manejo da Dor Pós-Operatória”, “Recuperação Aprimorada Após Cirurgia”, “Cirurgia Abdominal de Grande Porte” e “Analgesia Multimodal”. A análise dos estudos revela que a implementação de protocolos de Recuperação Aprimorada Após Cirurgia (ERAS), associados a estratégias analgésicas específicas, exerce influência significativa na redução do tempo de internação, na diminuição de complicações e na rápida retomada da função intestinal. A analgesia multimodal, que combina diferentes classes farmacológicas (ex: AINEs, paracetamol, gabapentinoides) visando poupar opioides, demonstra ser superior à analgesia baseada primariamente em opioides sistêmicos. Além disso, técnicas de anestesia regional, como a analgesia peridural torácica e os bloqueios de planos fasciais (ex: bloqueio do plano transverso abdominal - TAP), demonstram atenuar a resposta ao estresse cirúrgico e proporcionar controle álgico mais eficaz, facilitando a mobilização precoce. Estudos recentes destacam ainda o potencial de adjuvantes, como a lidocaína intravenosa e a cetamina em baixas doses, para reduzir a hiperalgesia induzida por opioides e a incidência de dor crônica. A compreensão dessas abordagens integradas é essencial para o desenvolvimento de estratégias perioperatórias mais seguras e personalizadas, capazes de minimizar o impacto fisiológico da cirurgia e acelerar a recuperação funcional do paciente.

 

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Referências

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Publicado

2025-10-20

Como Citar

Rodrigues de Carvalho, D., Tavares, M. E. R., Fernandes, A., Rodrigues, B. H., Silva, K. S., Pereira, L. da S., Costa, A. C. O., Martins, T. G., Silva, E. M., Diniz, O. F., Faria, T. V. C., & Barbosa, M. F. V. (2025). A Otimização do manejo da dor e recuperação pós-operatória em cirurgias abdominais de grande porte. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 7(10), 1212–1222. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n10p1212-1222