TRANSPLANTE DENTÁRIO AUTÓGENO: ANÁLISE DE INDICAÇÕES, TÉCNICAS E RESULTADOS CLÍNICOS.
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n10p840-851Palavras-chave:
Transplante dentário autógeno; Autotransplante; Terceiros molares; Revascularização pulpar; Reabilitação oral.Resumo
O transplante dentário autógeno consiste na transferência cirúrgica de um dente de um sítio para outro no mesmo indivíduo, sendo considerado uma alternativa terapêutica previsível para substituição dentária em casos de agenesia, trauma, perdas por cárie ou doença periodontal. O objetivo desta revisão integrativa foi analisar as indicações, contraindicações, aspectos técnico-cirúrgicos, cuidados pós-operatórios e resultados clínicos do autotransplante, identificando fatores preditivos de sucesso. Foram realizadas buscas nas bases de dados PubMed, SciELO, LILACS e Google Acadêmico, incluindo publicações entre 1990 e 2023, nos idiomas português e inglês. Foram incluídos estudos clínicos, séries de casos e revisões sistemáticas que abordassem desfechos clínico-radiográficos, excluindo-se relatos isolados sem dados clínicos suficientes. Observou-se que terceiros molares e pré-molares são os dentes doadores mais utilizados, especialmente quando apresentam rizogênese incompleta, favorecendo a revascularização pulpar e remodelação radicular. A técnica imediata, com mínimo tempo extraoral e manejo atraumático do ligamento periodontal, mostrou maiores taxas de integração, enquanto fixações não rígidas e acompanhamento radiográfico periódico reduziram a ocorrência de anquilose e reabsorção. Em dentes com ápice fechado, o tratamento endodôntico realizado entre duas e quatro semanas após o transplante reduziu complicações pulpares. As principais intercorrências relatadas foram reabsorção radicular, anquilose e falha de integração, ressaltando a importância do planejamento tridimensional e da seleção criteriosa dos casos. Conclui-se que o transplante dentário autógeno é uma técnica previsível e biologicamente vantajosa quando conduzida segundo protocolos clínicos rigorosos, sendo recomendada a padronização de condutas e estudos longitudinais para aprimorar a previsibilidade e o treinamento clínico.
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