Transtornos Psiquiátricos e Uso de Cannabis: Mecanismos de Ação e Riscos a Longo Prazo

Autores

  • Michaella Nascimento Carsola Faculdade São Leopoldo Mandic (SLMANDIC) / Medicina
  • Maria Eduarda Azevedo Schmidt Zefer Faculdade São Leopoldo Mandic (SLMANDIC) / Medicina
  • Nadja Lopes Andreo Faculdade São Leopoldo Mandic (SLMANDIC) / Medicina
  • Larissa Vianna Fernandes De Andrade Faculdade São Leopoldo Mandic (SLMANDIC)/ Medicina
  • Bruna Jacobus Boos Faculdade São Leopoldo Mandic (SLMANDIC)/ Medicina
  • Helena Vergueiro de Moraes Ribeiro Faculdade São Leopoldo Mandic (SLMANDIC) / Medicina
  • Beatriz Mainardi da Cunha Faculdade São Leopoldo Mandic (SLMANDIC) / Medicina
  • Isabelly Menegueli Rufino Faculdade São Leopoldo Mandic (SLMANDIC) / Medicina
  • Isabela Cortez de Melo Faculdade São Leopoldo Mandic (SLMANDIC) / Medicina
  • Maria Clara Magalhães de Oliveira Faculdade São Leopoldo Mandic (SLMANDIC) / Medicina
  • Hellen Vitória Reis Damasceno Faculdade São Leopoldo Mandic (SLMANDIC) / Medicina

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n12p10-23

Palavras-chave:

Cannabis; Neurotransmissores; Vulnerabilidade

Resumo

O uso de cannabis e sua associação com transtornos psiquiátricos têm sido temas amplamente discutidos, com estudos modernos destacando os complexos mecanismos de ação e os riscos a longo prazo. Pesquisas mostram que o uso de cannabis pode ter efeitos neuropsicológicos significativos, impactando neurotransmissores essenciais, como a dopamina e o sistema endocanabinoide, o que pode desencadear ou agravar transtornos psiquiátricos como a esquizofrenia, ansiedade e depressão. Esses mecanismos de ação estão relacionados à modulação de vias cerebrais críticas que afetam o humor, a memória e o comportamento, influenciando a vulnerabilidade de indivíduos predispostos.

      Estudos clínicos e revisões sistemáticas apontam para uma ligação entre o uso crônico de cannabis e o desenvolvimento de sintomas psiquiátricos, especialmente em indivíduos geneticamente predispostos ou em períodos críticos de desenvolvimento, como a adolescência. Além disso, o uso prolongado está associado a alterações estruturais e funcionais no cérebro, impactando áreas relacionadas ao processamento emocional e ao controle cognitivo. Os riscos incluem o aumento da suscetibilidade a transtornos psicóticos e o comprometimento de funções cognitivas, com evidências sugerindo que esses efeitos podem persistir mesmo após a interrupção do uso da substância.

      Portanto, é crucial que os profissionais de saúde compreendam as complexas interações entre o uso de cannabis e a saúde mental, reconhecendo a importância de uma abordagem personalizada e preventiva. Considerar os fatores de vulnerabilidade individual, como predisposição genética e histórico familiar, é essencial para mitigar os riscos associados ao uso de cannabis. Em conclusão, a conscientização sobre os mecanismos de ação e os potenciais riscos a longo prazo é fundamental para orientar decisões clínicas, promover intervenções adequadas e prevenir consequências adversas em populações vulneráveis.

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Publicado

2024-12-01

Como Citar

Nascimento Carsola , M., Azevedo Schmidt Zefer, M. E., Lopes Andreo, N., Vianna Fernandes De Andrade , L., Jacobus Boos, B., Vergueiro de Moraes Ribeiro, H., Mainardi da Cunha , B., Menegueli Rufino, I., Cortez de Melo, I., Magalhães de Oliveira , M. C., & Reis Damasceno , H. V. (2024). Transtornos Psiquiátricos e Uso de Cannabis: Mecanismos de Ação e Riscos a Longo Prazo. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 6(12), 10–23. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n12p10-23