FORMAS DE APRESENTAÇÃO DO CÔNDILO OCCIPITAL EM CRÂNIOS SECOS DE ADULTOS E SUA RELAÇÃO COM O DIMORFISMO SEXUAL

Autores

  • Kaique Cesar Freitas Soares
  • Iramárya Peixoto Ulisses Bento
  • Pedro Iuri Alves Bezerra
  • Raul Medeiros de Siqueira
  • Mariana Xavier Cruz
  • Maria Lúcia Alves Rodrigues
  • Késio Arthur de Freitas Alves
  • Ana Lícia Bitu Primo
  • Lucas Correia Sampaio
  • Émerson de Oliveira Ferreira
  • Haértori da Silva Leal
  • Erasmo Almeida Junior Faculdade Paraiso-PE

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n9p636-646

Palavras-chave:

Anatomia. Variação. Côndilo occipital.

Resumo

Na face externa do osso occipital existem duas grandes protuberâncias, os côndilos occipitais, no qual o crânio se articula com a coluna vertebral, em especial com a primeira vértebra cervical, através da articulação atlanto-occipital. Segundo a literatura, estas estruturas podem apresentar variações em sua anatomia. O objetivo deste estudo foi verificar as variações anatômicas presentes nos côndilos occipitais em crânios secos de adultos relacionar com o dimorfismo sexual. Para o nosso estudo foram utilizados 129 crânios de adultos, dando um total de 258 côndilos, sendo 46 crânios do sexo feminino e 83 do sexo masculino, todos com idade acima de vinte anos. Todos os crânios pertencem ao acervo do Centro de Antropologia Forense da Faculdade de Medicina da FAP-Araripina, localizada no Estado de Pernambuco, Brasil. Para coleta dos dados, foi utilizado o método de abordagem indutivo com técnica de observação sistemática e direta. Para a realização do nosso estudo, utilizamos a classificação proposta por Narderia et al. (2005). Os dados foram colhidos por dois pesquisadores devidamente calibrados com o tema. Após a coleta dos dados, encontramos oito formas de apresentação: Tipo 1, oval; Tipo 2, em forma de rim; Tipo 3, em forma de S; Tipo 4, em forma de 8; Tipo 5, triangular; Tipo 6, circular; Tipo 7, bipartido e Tipo 8, irregular. Com relação a amostra total (n=258), o Tipo 8 foi verificado em 41,86% dos casos, seguido do Tipo 4 com 13,56% e o Tipo 5 em menor número com 1,16%. Dos 166 côndilos pertencentes ao sexo masculino, o Tipo 8 foi o mais frequente com 37,35% dos casos, seguido do Tipo 4 com 17,47% e o Tipo 5 que não foi encontrado nenhum caso.  Já no sexo feminino (n=92), o Tipo 8 também foi mais frequente com 50% dos casos, vindo em seguida os Tipos 2 e 3, ambos com 11,96% e o menos frequente o Tipo 5 com 3,26%. De acordo com o lado, o direito apresentou com maior frequência o Tipo 8 com 41,86%, seguido do Tipo 4 com 13,18% e o menos frequente o Tipo 5 com 1,55%.  No lado esquerdo, o Tipo 8 apresentou a mesma frequência do lado direito com 41,86%, seguido do Tipo 4 com 13,95% e em menor número o Tipo 5 com 0,78%. Não houve diferença significativa com relação ao dimorfismo sexual. Devido à grande importância desta estrutura para a área da Anatomia e Antropologia Forense, faz-se necessário novos estudos em nossa população devido à grande miscigenação presente em nosso país.

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Publicado

2026-09-10

Como Citar

Soares, K. C. F., Bento, I. P. U., Bezerra, P. I. A., Siqueira, R. M. de, Cruz, M. X., Rodrigues, M. L. A., Alves, K. A. de F., Primo, A. L. B., Sampaio, L. C., Ferreira, Émerson de O., Leal, H. da S., & Almeida Junior, E. (2026). FORMAS DE APRESENTAÇÃO DO CÔNDILO OCCIPITAL EM CRÂNIOS SECOS DE ADULTOS E SUA RELAÇÃO COM O DIMORFISMO SEXUAL. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 8(9), 636–646. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n9p636-646