Perfil epidemiológico e tendência temporal das internações por Neoplasia Maligna de Cólon no Nordeste brasileiro nos anos de 2019 a 2024
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n8p986-999Palavras-chave:
Neoplasia Maligna de Cólon, Perfil Epidemiológico, Nordeste brasileiro, Saúde públicaResumo
O Câncer Colorretal constitui uma das principais causas de morbimortalidade no mundo, configurando-se como relevante problema de saúde pública, especialmente em regiões marcadas por desigualdades socioeconômicas e estruturais, como o Nordeste brasileiro. Diante desse contexto, o presente estudo teve como objetivo analisar o perfil epidemiológico e a tendência temporal das internações por neoplasia maligna de cólon na região Nordeste do Brasil, no período de 2019 a 2024, bem como identificar padrões demográficos e regionais associados a essas hospitalizações. Trata-se de um estudo ecológico, retrospectivo e descritivo, com abordagem quantitativa, realizado a partir de dados secundários do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH/DATASUS), sendo analisadas as variáveis ano de processamento, unidade da federação, faixa etária, cor/raça, sexo e caráter de atendimento, por meio de análise estatística descritiva com frequências absolutas e relativas. Os resultados evidenciaram 47.593 internações por Neoplasia Maligna de Cólon no período analisado, com maior concentração em 2023 (18,6%), seguido de 2024 (18,5%), enquanto 2020 apresentou o menor percentual (14,4%). Observou-se tendência temporal crescente das taxas de internação (β₁=0,76; R=0,9511; p<0,004), sugerindo aumento progressivo da carga assistencial. No âmbito regional, Pernambuco concentrou o maior número de internações (n=12.225), seguido do Rio Grande do Norte (n=9.074) e da Bahia (n=8.895), estados que, em conjunto, responderam por mais de 60% dos registros. Houve predominância de indivíduos entre 60 e 69 anos (26,8%), pessoas pardas (72,9%), mulheres (54,5%) e atendimentos de caráter eletivo (56,8%). Conclui-se que a Neoplasia Maligna de Cólon mantém-se como importante problema de saúde pública no Nordeste brasileiro, reforçando a necessidade de fortalecimento das estratégias de rastreamento, ampliação do diagnóstico precoce e qualificação da atenção oncológica regional.
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