PREVALÊNCIA DA OSSIFICAÇÃO DO LIGAMENTO INTERCLINÓIDE EM UMA COLEÇÃO OSTEOLÓGICA DA REGIÃO NORDESTE DO BRASIL

Autores

  • Iramárya Peixoto Ulisses Bento
  • Yasmin Saraiva de Lima
  • Larissa Andrade Batista
  • Helida Valéria Rocha Gomes
  • Rafaela Félix Amorim
  • Kaique Cesar Freitas Soares
  • Mariana Xavier Cruz
  • Ana Luize de Morais Reis
  • Clébio Coelho Morais
  • Émerson de Oliveira Ferreira
  • Haértori da Silva Leal
  • Erasmo Almeida Junior Faculdade Paraiso-PE

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n8p978-985

Palavras-chave:

anatomia. Ossificação. Ligamento interclinóide

Resumo

Observando-se o crânio pela face endocraniana, pode-se visualizar alguns ligamentos: o caroticoclinoideo, o interclinóide e o petroesfenoidal, sendo que ocasionalmente estes ligamentos podem estar ossificados. Com relação a clínica médica, a forma ligamentar ou óssea do ligamento interclinoide é importante na cirurgia de aneurismas da porção intracavernosa da artéria carótida interna e na cirurgia de meningiomas do tubérculo da sela. O objetivo deste estudo é verificar a prevalência do ligamento interclinóide ossificado em uma Coleção Osteológica da Região Nordeste do Brasil e sua relação com o dimorfismo sexual. Para o presente estudo foram utilizados 91 crânios de adultos, todos seccionados transversalmente, sendo 26 do sexo feminino e 65 do sexo masculino. Todos os crânios pertencem ao acervo do Centro de Antropologia Forense da Faculdade de Medicina da FAP-Araripina, localizada no Estado de Pernambuco, Brasil. Para coleta dos dados, foi utilizado o método de abordagem indutivo com técnica de observação sistemática e direta.  Foi elaborada uma classificação com relação a ossificação deste ligamento: Tipo 1, ossificação ausente; Tipo 2, ossificação bilateral e Tipo 3, ossificação unilateral. Com relação a amostra total (n=91), o Tipo 1 foi o mais frequente com 90,1% dos casos seguido pelos Tipo 2 com 6,6% e o Tipo 3 com 3,3%. Em crânios do sexo masculino (n=65) também o Tipo 1 foi o mais frequente com 86,1% dos casos seguido dos Tipos 2 com 9,2% e o Tipo 3 com 4,62%. Com relação ao sexo feminino (n=26), todos os crânios foram do Tipo 1, ou seja, não apresentaram ossificação deste ligamento. Neste estudo foi encontrado crânios com ausência de ossificação, ossificação bilateral e unilateral do referido ligamento.  Com relação ao sexo, o masculino apresentou as três formas de apresentação, enquanto no sexo feminino não houve casos de ossificação.

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Publicado

2026-08-18

Como Citar

Bento, I. P. U., Lima, Y. S. de, Batista, L. A., Gomes, H. V. R., Amorim, R. F., Soares, K. C. F., Cruz, M. X., Reis, A. L. de M., Morais, C. C., Ferreira, Émerson de O., Leal, H. da S., & Almeida Junior, E. (2026). PREVALÊNCIA DA OSSIFICAÇÃO DO LIGAMENTO INTERCLINÓIDE EM UMA COLEÇÃO OSTEOLÓGICA DA REGIÃO NORDESTE DO BRASIL. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 8(8), 978–985. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n8p978-985