PREVALÊNCIA DA OSSIFICAÇÃO DO LIGAMENTO CAROTICOCLINOIDEO EM UMA COLEÇÃO OSTEOLÓGICA DA REGIÃO NORDESTE DO BRASIL

Autores

  • Iramárya Peixoto Ulisses Bento
  • Yasmin Saraiva de Lima
  • Maria Lúcia Alves Rodrigues
  • Julia Beatriz Oliveira Silva
  • Débora Kelly Holanda de Sousa
  • Mylena da Silva Cunha
  • Kaique Cesar Freitas Soares
  • Maílla Vitória Santana Lima
  • Tarsila Meneses de Lacerda Barros
  • Émerson de Oliveira Ferreira
  • Haértori da Silva Leal
  • Erasmo Almeida Junior Faculdade Paraiso-PE

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n8p958-964

Palavras-chave:

Anatomia. Prevalência. Ossificação. Ligamento caroticoclinoideo.

Resumo

Na sela turca podemos visualizar dois ligamentos: o caroticoclinoideo, que se estende do lado medial e ápice do processo clinóide anterior e fixa-se no processo clinóide médio e o ligamento interclinóide, que se estende do processo clinóide anterior ao processo clinóide posterior.  A ossificação do ligamento caroticoclinoideo origina o forame caroticoclinoideo, criando um canal ósseo ao redor da artéria carótida interna no ponto onde ela emerge do seio caverno. Com relação a prática médica, existe a hipótese de que a ocorrência deste forame torna a artéria carótida interna mais fixa e imóvel. O objetivo do nosso estudo é verificar a prevalência da ossificação do ligamento caroticoclinoideo em uma Coleção Osteológica da Região Nordeste do Brasil e sua relação com o dimorfismo sexual. Para este estudo foram utilizados 74 crânios secos de adultos, todos seccionados transversalmente, sendo 20 do sexo feminino e 54 do sexo masculino, com idade acima de vinte anos. Todos os crânios pertencem ao acervo do Centro de Antropologia Forense da Faculdade de Medicina da FAP-Araripina, localizada no Estado de Pernambuco, Brasil. Para coleta dos dados, foi utilizado o método de abordagem indutivo com técnica de observação sistemática e direta. Neste estudo, foi elaborada uma classificação com relação a ossificação deste ligamento em três tipos: Tipo 1, ossificação ausente; Tipo 2, ossificação bilateral e Tipo 3, ossificação unilateral. Com relação a amostra total (n=74), o Tipo 1 foi o mais frequente com 90% dos casos seguido pelos Tipo 2 com 4% e o Tipo 3 com 6%. Em crânios do sexo masculino (n=54) também o Tipo 1 foi o mais frequente com 92,5% dos casos, seguido do Tipo 2 com 1,9% e o Tipo 3 com 5,6%. Com relação ao sexo feminino (n=20), o Tipo 1 apareceu com 85% dos casos, seguido do Tipo 2 com 10% e o Tipo 3 com 5%. Neste estudo verificou-se presença de ossificação completa, tanto bilateral como unilateral, inclusive nos dois sexos. Documentar a ocorrência de casos como este de ossificação do ligamento caroticoclinoideo ou de outras variações anatômicas, assim como analisar a sua frequência, auxilia no diagnóstico e tratamento corretos, contribuindo com o avanço da prática clínica e cirúrgica.

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Publicado

2026-08-18

Como Citar

Bento, I. P. U., Lima, Y. S. de, Rodrigues, M. L. A., Silva, J. B. O., Sousa, D. K. H. de, Cunha, M. da S., Soares, K. C. F., Lima, M. V. S., Barros, T. M. de L., Ferreira, Émerson de O., Leal, H. da S., & Almeida Junior, E. (2026). PREVALÊNCIA DA OSSIFICAÇÃO DO LIGAMENTO CAROTICOCLINOIDEO EM UMA COLEÇÃO OSTEOLÓGICA DA REGIÃO NORDESTE DO BRASIL. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 8(8), 958–964. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n8p958-964