Dissecção Aguda de Aorta: Diagnóstico Precoce, Manejo Terapêutico e Desafios no Prognóstico
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n8p1043-1058Palavras-chave:
Dissecção aórtica; Aorta; Emergência cardiovascular; Angiotomografia; Tratamento cirúrgico; PrognósticoResumo
Introdução: A dissecção aguda de aorta é uma emergência cardiovascular caracterizada pela ruptura da camada íntima e formação de uma falsa luz na parede aórtica. A apresentação clínica frequentemente envolve dor torácica ou dorsal de início súbito e elevada intensidade, podendo ocorrer déficits de pulso, alterações neurológicas, insuficiência aórtica e choque. O reconhecimento rápido da condição é fundamental, pois o risco de complicações graves aumenta progressivamente nas primeiras horas. Objetivo: Revisar os principais aspectos relacionados ao diagnóstico precoce, manejo terapêutico e fatores prognósticos da dissecção aguda de aorta. Metodologia: Foi realizada revisão narrativa da literatura nas bases PubMed, SciELO e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Foram considerados artigos científicos, revisões e recomendações de sociedades médicas reconhecidas, com ênfase em estudos sobre diagnóstico, classificação, tratamento e prognóstico da dissecção aguda de aorta. Discussão/Resultados: A avaliação inicial deve combinar história clínica, exame físico e estratificação da probabilidade diagnóstica. A angiotomografia computadorizada apresenta papel central na confirmação diagnóstica e no planejamento terapêutico, enquanto a ecocardiografia transesofágica constitui alternativa importante em pacientes instáveis. A classificação de Stanford orienta a conduta: dissecções do tipo A geralmente requerem cirurgia emergencial devido ao risco de tamponamento cardíaco, insuficiência aórtica, isquemia coronariana e ruptura. Nas dissecções do tipo B não complicadas, o tratamento inicial é predominantemente clínico, com controle rigoroso da pressão arterial e da frequência cardíaca. Casos complicados, caracterizados por ruptura, malperfusão ou progressão da dissecção, podem necessitar de intervenção endovascular ou cirúrgica. O prognóstico depende da localização, extensão, presença de complicações e rapidez do tratamento. Conclusão: A dissecção aguda de aorta exige reconhecimento imediato e abordagem multidisciplinar. A utilização adequada dos métodos de imagem, associada à classificação anatômica e ao controle hemodinâmico precoce, permite direcionar o tratamento e reduzir complicações. A identificação dos casos de maior risco é essencial para melhorar a sobrevida e os resultados em longo prazo.
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