Infarto Agudo do Miocárdio sem Supradesnivelamento do Segmento ST: Diagnóstico, Estratificação de Risco e Manejo Terapêutico

Autores

  • Kennyson Damm Sepúlvida Universidade Vila Velha
  • João Victor Iiyama Koike Centro Universitário de Várzea Grande
  • José Eduardo Maurano Filho Universidade de Ribeirão Preto
  • Leonardo Calazans Gonsalez Universidade Nove de Julho
  • Tainara Aparecida Rodrigues Silva Universidade Federal de Uberlândia
  • Isaac Teixeira Brandão Universidade Maimonides
  • Luiz Felipe Souza e Silva Universidade Federal de Uberlândia
  • Wilson Pereira de Queiroz Universidade Federal de Goiás
  • Luiza Festugato Cunha Faculdade São Leopoldo Mandic
  • Alejandra Cecilia Torrico Ayaviri Universidad Privada del Valle
  • Igor Silva Miranda Universidade José do Rosário Velano
  • Beatriz Menezes Viana Faculdade Metropolitana de Manaus
  • Ana Luiza Sousa Barros Nunes Centro Universitário Tocantinense Presidente Antônio Carlos
  • Isabela Parente e Silva de Medeiros Centro Universitário do Estado do Pará

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n8p1059-1073

Palavras-chave:

Infarto agudo do miocárdio sem supradesnivelamento do segmento ST; Síndrome coronariana aguda; Troponina; Estratificação de risco; Intervenção coronária percutânea; Cardiologia

Resumo

Introdução: O infarto agudo do miocárdio sem supradesnivelamento do segmento ST (IAMSSST) representa uma das principais manifestações da síndrome coronariana aguda e está associado a elevada morbimortalidade. Sua fisiopatologia envolve, na maioria dos casos, ruptura ou erosão de placa aterosclerótica com formação parcial de trombo e redução do fluxo coronariano. O diagnóstico precoce e a estratificação adequada do risco são fundamentais para definir a estratégia terapêutica e reduzir a ocorrência de complicações, como insuficiência cardíaca, arritmias e reinfarto. As diretrizes atuais recomendam abordagem individualizada baseada na avaliação clínica, eletrocardiográfica e laboratorial. Objetivo: Revisar os principais aspectos relacionados ao diagnóstico, à estratificação de risco e ao manejo terapêutico do infarto agudo do miocárdio sem supradesnivelamento do segmento ST. Metodologia: Realizou-se revisão narrativa da literatura por meio de pesquisas nas bases de dados PubMed, SciELO e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Foram selecionados artigos científicos, revisões sistemáticas e diretrizes de sociedades médicas reconhecidas nas áreas de cardiologia, priorizando estudos sobre diagnóstico, estratificação prognóstica e tratamento do IAMSSST. Discussão/Resultados: O diagnóstico baseia-se na integração entre quadro clínico compatível, alterações eletrocardiográficas e elevação dinâmica das troponinas cardíacas de alta sensibilidade. Ferramentas como os escores GRACE e TIMI auxiliam na estratificação de risco e na definição da necessidade de estratégia invasiva precoce. O tratamento inclui terapia antiplaquetária dupla, anticoagulação, estatinas de alta intensidade, betabloqueadores e outras medidas conforme as condições clínicas e comorbidades do paciente. A cineangiocoronariografia com possível intervenção coronária percutânea está indicada para pacientes de maior risco ou com instabilidade clínica. A adoção de protocolos baseados em evidências contribui para redução da mortalidade e melhora dos desfechos cardiovasculares. Conclusão: O IAMSSST exige diagnóstico rápido, estratificação de risco precisa e tratamento individualizado. A integração entre avaliação clínica, biomarcadores e abordagem terapêutica baseada em diretrizes permite otimizar os resultados clínicos, reduzir complicações e melhorar o prognóstico dos pacientes.

 

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Publicado

2026-08-18

Como Citar

Damm Sepúlvida, K., Iiyama Koike, J. V., Maurano Filho , J. E., Calazans Gonsalez, L., Rodrigues Silva, T. A., Teixeira Brandão, I., Souza e Silva, L. F., Pereira de Queiroz, W., Festugato Cunha, L., Torrico Ayaviri, A. C., Silva Miranda, I., Menezes Viana, B., Sousa Barros Nunes, A. L., & Parente e Silva de Medeiros, I. (2026). Infarto Agudo do Miocárdio sem Supradesnivelamento do Segmento ST: Diagnóstico, Estratificação de Risco e Manejo Terapêutico. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 8(8), 1059–1073. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n8p1059-1073