Análise comparativa entre a apendicectomia convencional e laparoscópica: um estudo transversal

Autores

  • Murilo Henrique Pierami Guariglia Universidade de Araraquara (UNIARA)
  • Enzo Novaes Tucunduva
  • Livia Stefani Almeida de Campos
  • Caroline Azevedo Mônico
  • Juliana Maria Panosso
  • Maria Eduarda Chile
  • Julia Nonino de Souza
  • Milena Fajalle Prado
  • Victor Vasconcelos Sonego
  • Bárbara Mariani Polez
  • Isabela Corrêa
  • Henrique Almas Turssi
  • Isabella Nogueira Barion

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n7p762-773

Palavras-chave:

Apendicectomia, Estudos Transversais, Mensuração das Desigualdades em Saúde, Laparoscopia

Resumo

Introdução: A apendicectomia videolaparoscópica apresenta desfechos pós-operatórios mais favoráveis em comparação à técnica aberta. Embora a laparotomia corresponde à técnica mais utilizada no Sistema Único de Saúde (SUS), a videolaparoscopia apresentou um aumento na incorporação na rede pública. Quando analisados os dados de letalidade das duas modalidades, os resultados sugerem que a ampliação do acesso à videolaparoscopia no SUS pode contribuir para a redução da mortalidade por apendicite, além de otimizar os recursos hospitalares e melhorar a qualidade da assistência. Metodologia: Estudo transversal baseado em dados de internações e óbitos, em relação às duas técnicas, provenientes do Sistema de Informações Hospitalares (SIH), disponibilizados pelo DATASUS, entre 2022 e 2025. Serão calculadas as taxas de letalidade em cada macrorregião brasileira para analisar as discrepâncias regionais. Resultados e discussão: Entre 2022 e 2025, foram notificadas 405.723 internações para apendicectomia tradicional, sendo registrado 1.143 óbitos, resultando em uma taxa de letalidade hospitalar de 0,28%; a cada 10.000 internações, 75 foram destinadas a esse procedimento. No mesmo período, foram notificadas 58.091 internações para apendicectomia videolaparoscópica, registrando-se 47 óbitos, resultando em uma taxa de letalidade hospitalar de 0,08%. Embora a letalidade em relação ao método tradicional tenha aumentado ao longo dos anos da pesquisa, o número de internações sofreu uma queda, indicando que essa técnica foi reservada a casos de maior gravidade, reforçando o caráter eletivo da técnica videolaparoscópica. Além disso, as internações em relação a videolaparoscopia apresentaram um aumento no país, porém de forma desigual entre as macrorregiões, visto à discrepância de disponibilidade de equipamentos e capacitação profissional. Considerações finais: A ampliação do acesso à apendicectomia videolaparoscópica pode contribuir para a redução da letalidade hospitalar, otimização dos recursos assistenciais e melhoria da qualidade do cuidado prestado aos pacientes com apendicite aguda; mesmo que esta também apresente riscos e complicações.

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Referências

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Publicado

2026-07-18

Como Citar

Henrique Pierami Guariglia, M., Novaes Tucunduva, E., Stefani Almeida de Campos, L., Azevedo Mônico, C., Maria Panosso, J., Eduarda Chile, M., Nonino de Souza, J., Fajalle Prado, M., Vasconcelos Sonego, V., Mariani Polez, B., Corrêa, I., Almas Turssi, H., & Nogueira Barion, I. (2026). Análise comparativa entre a apendicectomia convencional e laparoscópica: um estudo transversal. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 8(7), 762–773. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n7p762-773