Síndrome do Ovário Policístico: Critérios Diagnósticos e Condutas no Manejo Multidisciplinar
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n7p464-478Palavras-chave:
Síndrome do Ovário Policístico; Hiperandrogenismo; Resistência à insulina; Infertilidade; Saúde da mulher; Endocrinologia ginecológica.Resumo
Introdução: A Síndrome do Ovário Policístico (SOP) é uma das endocrinopatias mais prevalentes em mulheres em idade reprodutiva. Caracteriza-se por alterações hormonais e metabólicas que podem resultar em irregularidade menstrual, hiperandrogenismo e disfunção ovulatória. Além dos impactos reprodutivos, a condição está associada a resistência à insulina, obesidade, diabetes mellitus tipo 2 e aumento do risco cardiovascular, exigindo abordagem abrangente e individualizada. Objetivo: Revisar os critérios diagnósticos da SOP e discutir as principais estratégias adotadas no manejo multidisciplinar da doença. Metodologia: Realizou-se revisão narrativa da literatura por meio de pesquisas nas bases de dados PubMed, SciELO e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Foram consultados artigos científicos, revisões sistemáticas e diretrizes de sociedades médicas reconhecidas nas áreas de ginecologia, endocrinologia e medicina reprodutiva, priorizando estudos relacionados ao diagnóstico e tratamento da SOP. Discussão/Resultados: Os critérios diagnósticos mais amplamente utilizados são os de Rotterdam, que exigem a presença de pelo menos dois dos seguintes achados: oligo ou anovulação, sinais clínicos ou laboratoriais de hiperandrogenismo e morfologia policística dos ovários à ultrassonografia, após exclusão de outras causas endocrinológicas. As manifestações clínicas incluem irregularidade menstrual, infertilidade, hirsutismo, acne e ganho ponderal. A avaliação também deve considerar fatores metabólicos, como resistência à insulina, dislipidemia e intolerância à glicose, frequentemente associados à síndrome. O tratamento deve ser individualizado conforme os objetivos da paciente. Mudanças no estilo de vida, com incentivo à alimentação equilibrada e atividade física regular, constituem a base terapêutica. Contraceptivos hormonais combinados são frequentemente utilizados para controle menstrual e hiperandrogenismo. Em pacientes com alterações metabólicas, a metformina pode ser considerada. Nos casos de infertilidade, estratégias para indução da ovulação podem ser necessárias. Conclusão: A SOP é uma condição complexa com repercussões reprodutivas e metabólicas relevantes. O diagnóstico precoce e o manejo multidisciplinar são fundamentais para melhorar os desfechos clínicos, reduzir complicações e promover melhor qualidade de vida.
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