PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DAS INTERNAÇÕES POR SÍFILIS CONGÊNITA NO BRASIL: UMA ANÁLISE DE 2016 A 2026

Autores

  • Andressa Carolina Nunes Paiva Centro Universitário Integrado https://orcid.org/0009-0000-2906-3740
  • Leonardo Borin da Silva Centro Universitário Integrado
  • Flávia Frasson Dadalto Centro Universitário Integrado
  • Vitória Vital da Silva Rocha Centro Universitário Integrado
  • Thais Mayara Freitas da Silva
  • Maria Eduarda Pereira Lopes
  • Eduarda Mika Kumata Pontíficia Universidade Católica do Paraná
  • Brenda Karoline Lembi Centro Universitário Integrado
  • Arthur Henrique Oliveira Assis Pontíficia Universidade Católica do Paraná
  • Lívia Devequi Dallazem Centro Universitário Integrado
  • Guilherme Farias Bitencourt Centro Universitário Integrado https://orcid.org/0009-0009-3320-7044
  • Vitoria Furquim Carbonera Centro Universitário Integrado https://orcid.org/0009-0000-0720-9382
  • Samuel Roberto Sabadin Hensel Centro Universitário Integrado
  • Ana Luísa Theodorovicz Ribas Centro Universitário Integrado https://orcid.org/0009-0005-7568-3736
  • Damaris Lech Guerreiro Garcia de Moraes Centro Universitário Integrado
  • Paulo Henrique Rangel de Moura Centro Universitário Integrado
  • Andressa Sibele da Silva Lima Centro Universitário Integrado
  • Ellen Cristina Prado Ducini Centro Universitário Integrado
  • Débora Farina Ribeiro Centro Universitário Integrado
  • Amanda Menezes de Oliveira Centro Universitário Integrado

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n4p1173-1193

Palavras-chave:

Sífilis Congênita, Epidemiologia, Hospitalização, Brasil, Saúde Materno-Infantil

Resumo

Objetivo: Analisar o perfil epidemiológico das internações por sífilis congênita no Brasil no período de janeiro de 2016 a fevereiro de 2026. 

Métodos: Estudo ecológico, descritivo, de série temporal, utilizando dados secundários do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS). Foram incluídas todas as internações por sífilis congênita (CID-10: A50) registradas no Brasil entre janeiro de 2016 e fevereiro de 2026. As variáveis analisadas incluíram características demográficas (faixa etária, sexo, raça/cor), geográficas (região) e desfecho hospitalar (alta, óbito). 

Resultados: Foram registradas 184.674 internações por sífilis congênita no período, com 366 óbitos hospitalares e taxa de mortalidade hospitalar de 0,20%. Observou-se tendência de crescimento das internações entre 2016 (13.002) e 2025 (18.678), representando aumento de 43,7%, com pico em 2021 (21.237 internações). A maioria dos casos ocorreu em menores de 1 ano (98,37%), com leve predominância do sexo feminino (51,49%). A raça/cor parda foi a mais frequente (49,35%), porém com elevada proporção de registros sem informação (26,99%). As regiões Sudeste (37,15%) e Nordeste (34,33%) concentraram 71,48% das internações. Os dados de 2026 são parciais (janeiro-fevereiro) e podem estar sujeitos a subnotificação. 

Conclusões: A sífilis congênita permanece como grave problema de saúde pública no Brasil, com tendência de crescimento das internações hospitalares no período analisado. Os achados reforçam a necessidade de fortalecimento das ações de prevenção, diagnóstico precoce e tratamento adequado durante o pré-natal.

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Publicado

2026-04-26

Como Citar

Paiva, A. C. N., Borin da Silva, L., Dadalto , F. F., Rocha , V. V. da S., Freitas da Silva , T. M., Lopes , M. E. P., Kumata, E. M., Lembi , B. K., Assis, A. H. O., Dallazem, L. D., Bitencourt , G. F., Carbonera , V. F., Hensel, S. R. S., Ribas , A. L. T., Garcia de Moraes, D. L. G., Rangel de Moura, P. H., Lima, A. S. da S., Ducini, E. C. P., Ribeiro, D. F., & Menezes de Oliveira , A. (2026). PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DAS INTERNAÇÕES POR SÍFILIS CONGÊNITA NO BRASIL: UMA ANÁLISE DE 2016 A 2026. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 8(4), 1173–1193. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n4p1173-1193