Complicações associadas a Toxoplasmose gestacional e congênita: Uma revisão integrativa da literatura

Autores

  • Jaqueline de Araújo Rocha
  • Vanessa De Jesus Soares Nunes
  • Hérica De Lima Ribeiro Da Paz
  • Janine Silva Ribeiro Godoy

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n4p329-344

Palavras-chave:

Toxoplasmose gestacional, Toxoplasmose congênita, Complicações.

Resumo

A toxoplasmose é uma zoonose causada pelo protozoário Toxoplasma gondii. Embora geralmente assintomática em indivíduos imunocompetentes, durante a gestação representa risco significativo para a mãe e o feto. Este estudo configura-se como uma revisão integrativa da literatura, guiada pela pergunta norteadora: “Quais as principais consequências para mãe e bebê da infecção por toxoplasmose?”. A coleta de dados foi realizada na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), com buscas em LILACS, SciElo e Medline, utilizando os descritores “Toxoplasmose gestacional”, “Toxoplasmose congênita” e “Complicações”. Foram incluídos artigos completos, em inglês, português ou espanhol, publicados entre 2020 e 2025, e excluídos artigos duplicados ou irrelevantes, totalizando oito estudos selecionados. As complicações maternas incluem sinais leves, como febre, mal-estar ou linfadenomegalia cervical, e, em casos graves, hepatomegalia, esplenomegalia, elevação de enzimas hepáticas, coriorretinite, pneumonia, encefalopatia ou miocardite. O principal risco materno é a transmissão vertical, podendo resultar em aborto espontâneo, natimorto, parto prematuro ou restrição de crescimento intrauterino. As complicações no bebê incluem restrição de crescimento, parto prematuro, hidrocefalia, microcefalia, calcificações intracranianas, coriorretinite, cegueira, surdez, atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, convulsões, epilepsia e déficits cognitivos, muitas vezes surgindo tardiamente mesmo em recém-nascidos assintomáticos. O acompanhamento rigoroso das gestantes, aliado à triagem neonatal e início precoce do tratamento, é essencial para reduzir a transmissão vertical e minimizar sequelas a longo prazo, evidenciando a importância de pré-natal de qualidade e estratégias preventivas efetivas.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

BARTHOLO, Barbara Beatriz Garcia Raskovisch et al. Avaliação da transmissão vertical da toxoplasmose em gestantes com infecção aguda no HUPE/UERJ. 2017.

BONETTI, Alice et al. Risco de Toxoplasmose Congênita em Recém-Nascidos de Mães com Infecção Documentada: Experiência de Dois Centros de Referência. Pathogens, v. 14, n. 2, p. 157, 2025.

COÊLHO, Bianca Claros de Oliveira Fernandes. Tratamento da toxoplasmose congênita em recém-nascido: uma revisão integrativa. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, v. 7, n. 7, p. 55-69, 2025.

COLOMÉ, L. M. G. et al. Toxoplasmose congênita: implicações para a saúde da criança. Revista InterSaúde, 2019. Disponível em: https://revistaintersaude.univates.br/index.php/intersaude/article/view/195.

GOMES FERRARI STRANG, Ana Gabriela; FERRAR, Rafaela Gomes; FALAVIGNA-GUILHERME, Ana Lúcia. O tratamento da toxoplasmose gestacional altera o prognóstico da criança: um estudo de coorte no sul do Brasil. PLOS Neglected Tropical Diseases, v. 17, n. 9, p. e0011544, 2023.

GÓMEZ-CHÁVEZ, Fernando et al. Uma resposta imune pró-inflamatória pode determinar a transmissão vertical do Toxoplasma gondii e a gravidade das características clínicas em recém-nascidos com infecção congênita. Frontiers in Immunology, v. 11, p. 390, 2020.

JOURNÉ, Antoine et al. Resultados oculares a longo prazo na toxoplasmose congênita tratada perinatalmente. Pediatrics, v. 153, n. 4, p. e2023064114, 2024.

MUELLER, Raquel Aitken Soares et al. Toxoplasmose congênita: oportunidades perdidas de diagnóstico e prevenção. Journal of Tropical Pediatrics, v. 67, n. 1, p. fmaa069, 2021.

PAVAN, Michele. Toxoplasmose congênita na triagem neonatal brasileira pela rede pública de saúde. 2023.

REGINATTO, Augusto et al. Toxoplasmose em gestantes: o que é e como orientar as gestantes. In: Promoção e proteção da saúde da mulher, ATM 2026/2. Porto Alegre: Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Medicina, 2023. p. 109-120.

SILVA, Milena Simões F. et al. Toxoplasmose ocular congênita em irmãos consecutivos. Arquivos Brasileiros de Oftalmologia, v. 85, n. 6, p. 625-628, 2022.

SOARES, Cassia Baldini et al. Revisão integrativa: conceitos e métodos utilizados na enfermagem. Revista da Escola de Enfermagem da USP, v. 48, p. 335-345, 2014.

UNIPAR. Toxoplasmose Congênita: revisão sobre aspectos clínicos, diagnósticos e tratamento. Revista Saúde e Ciência, 2022. Disponível em: https://seer.unipar.br/index.php/saude/article/view/16190.

VILLAR, Bianca Balzano De La Fuente et al. Toxoplasmose na gestação: estudo clínico, diagnóstico e epidemiológico em um hospital de referência no Rio de Janeiro, Brasil. Revista Brasileira de Infectologia, v. 24, n. 6, p. 517-523, 2020.

Downloads

Publicado

2026-04-09

Como Citar

Rocha, J. de A., Nunes, V. D. J. S., Paz, H. D. L. R. D., & Godoy, J. S. R. (2026). Complicações associadas a Toxoplasmose gestacional e congênita: Uma revisão integrativa da literatura . Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 8(4), 329–344. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n4p329-344