ENXERTOS ÓSSEOS AUTÓGENOS NA RECONSTRUÇÃO BUCOMAXILOFACIAL
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n2p1036-1049Palavras-chave:
enxerto ósseo autógeno; reconstrução bucomaxilofacial; implantodontia; atrofia óssea; maxila; mandíbulaResumo
A perda óssea nos maxilares, decorrente de extrações dentárias, traumas, infecções, anomalias do desenvolvimento ou procedimentos cirúrgicos ablativos, representa um desafio frequente na reabilitação bucomaxilofacial, especialmente quando há necessidade de instalação de implantes osseointegrados. Nesse contexto, os enxertos ósseos autógenos permanecem amplamente reconhecidos como padrão-ouro, em razão de suas propriedades osteogênicas, osteoindutoras e osteocondutoras, além de elevada biocompatibilidade. O objetivo deste trabalho foi realizar uma revisão da literatura acerca da utilização dos enxertos ósseos autógenos na reconstrução bucomaxilofacial, abordando suas indicações, vantagens, limitações, principais sítios doadores intra e extraorais e aspectos relacionados à previsibilidade clínica. A metodologia consistiu em uma revisão narrativa da literatura, baseada em artigos científicos, revisões sistemáticas e relatos clínicos relevantes, que discutem as diferentes técnicas de enxertia, critérios de seleção do sítio doador e fatores que influenciam o sucesso do procedimento. A análise dos estudos demonstra que enxertos autógenos de origem intraoral, como sínfise mentoniana, ramo mandibular e tuberosidade maxilar, apresentam bons resultados em defeitos pequenos e médios, com menor morbidade cirúrgica. Por outro lado, defeitos extensos frequentemente requerem enxertos provenientes de áreas extraorais, como crista ilíaca e calota craniana, que oferecem maior volume ósseo, porém com maior complexidade cirúrgica e impacto pós-operatório. Conclui-se que os enxertos ósseos autógenos permanecem como uma alternativa previsível e eficaz na reconstrução bucomaxilofacial, desde que haja planejamento cirúrgico adequado, criteriosa seleção do sítio doador e avaliação individualizada das condições clínicas do paciente.
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