Complicações Tardias das Fraturas de Côndilo Mandibular: Impacto Funcional e Oclusal

Autores

  • Adrielen Henrique Picoli
  • Suzana Carolina Ramos Silva
  • Paulo Vinicius de Oliveira Bastos
  • Juliana Reimberg de Sousa
  • Bruna Martins Gonçalves
  • Verônica Cristina Apolinário
  • Ubyrajara Aquino de Castro Júnior
  • Gisele Saraiva Coutinho De Alencar Arume
  • Sarah Frota Loiola
  • Carlos Felipe Nocrato Loiola
  • Danilo Paggiaro
  • Emerson Eduardo Toldo
  • Christiane Eloísa Lobo e Silva
  • Gabriel Crivellaro Cardoso
  • Josiel Abrahão Pereira de Oliveira

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n2p364-373

Palavras-chave:

Fraturas mandibulares; Côndilo mandibular; Oclusão dentária; Função mastigatória.

Resumo

Introdução: As fraturas do côndilo mandibular estão entre as mais frequentes do complexo maxilofacial e podem resultar em complicações tardias que comprometem a função mastigatória e a oclusão dentária. Objetivo: Analisar as principais complicações tardias das fraturas de côndilo mandibular, destacando seus impactos funcionais e oclusais. Metodologia: Trata-se de um artigo de revisão narrativa da literatura, com base em estudos publicados em bases de dados nacionais e internacionais, abordando aspectos clínicos, funcionais e oclusais relacionados às sequelas tardias dessas fraturas. Discussão: A literatura evidencia que dor crônica, limitação dos movimentos mandibulares, desvio mandibular, alterações oclusais, assimetrias faciais e disfunções temporomandibulares são complicações frequentes, especialmente quando o diagnóstico ou tratamento são inadequados. A escolha entre tratamento conservador ou cirúrgico influencia diretamente o prognóstico funcional e oclusal. Conclusão: As complicações tardias das fraturas de côndilo mandibular podem impactar significativamente a qualidade de vida do paciente, sendo fundamental o diagnóstico precoce, o planejamento terapêutico adequado e o acompanhamento clínico para minimizar sequelas funcionais e oclusais.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

CHOI, K. Y.; YANG, J. D.; CHUNG, H. Y.; CHO, B. C. Current concepts in the mandibular condyle fracture management part II: open reduction versus closed reduction. Archives of Plastic Surgery, Seoul, v. 39, n. 4, p. 301–308, 2012.

ELLIS, E.; THROCKMORTON, G. S. Treatment of mandibular condylar process fractures: biological considerations. Journal of Oral and Maxillofacial Surgery, v. 63, n. 1, p. 115–134, 2005.

GRAY, H. Gray’s Anatomy: The Anatomical Basis of Clinical Practice. 41. ed. London: Elsevier, 2016.

HLAWITSCHKA, M. et al. Functional and radiological results after open and closed treatment of intracapsular condylar fractures of the mandible. Journal of Oral and Maxillofacial Surgery, v. 63, n. 4, p. 463–470, 2005.

KOLK, A. et al. Long-term complications of isolated and combined condylar fractures: a retrospective study. Journal of Cranio-Maxillofacial Surgery, Amsterdam, v. 50, n. 8, p. 706–712, 2022.

NEFF, A. et al. Position paper on surgical management of condylar fractures of the mandible. Journal of Cranio-Maxillofacial Surgery, v. 42, n. 8, p. 1230–1236, 2014.

OKESON, J. P. Tratamento das desordens temporomandibulares e oclusão. 7. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2013.

SCHNEIDER, M. et al. Open reduction and internal fixation versus closed treatment in unilateral mandibular condylar process fractures: a prospective randomized study. Journal of Oral and Maxillofacial Surgery, v. 66, n. 12, p. 2537–2544, 2008.

VASCONCELOS, B. C. E. et al. Epidemiological analysis of mandibular condyle fractures. Brazilian Journal of Otorhinolaryngology, v. 78, n. 1, p. 62–67, 2012.

Downloads

Publicado

2026-02-08

Como Citar

Picoli , A. H., Silva , S. C. R., Bastos, P. V. . de O., Sousa , J. R. de, Gonçalves , B. M., Apolinário, V. C., Castro Júnior , U. A. de, Arume, G. S. C. D. A., Loiola , S. F., Loiola , C. F. N., Paggiaro, D., Toldo , E. E., Silva , C. E. L. e, Cardoso, G. C., & Oliveira, J. A. P. de. (2026). Complicações Tardias das Fraturas de Côndilo Mandibular: Impacto Funcional e Oclusal. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 8(2), 364–373. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n2p364-373