Associação entre o uso de medicamentos e distúrbios do sono em estudantes de medicina
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n5p1609-1619Palavras-chave:
distúrbios do sono, uso de medicamentos, automedicaçãoResumo
Introdução: Estudantes de medicina vivenciam alto estresse acadêmico, o que contribui para distúrbios do sono. A alta prevalência do uso, sem supervisão, de medicamentos indutores do sono, como benzodiazepínicos e inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS), resulta em grandes riscos. Métodos: um estudo descritivo de métodos mistos foi conduzido com 109 estudantes de medicina no Paraguai, utilizando o Índice de Qualidade do Sono de Pittsburgh (PSQI-BR). A análise estatística incluiu testes qui-quadrado. Resultados: a pontuação média do PSQI foi 7 (indicando má qualidade do sono). 46,8% relataram usar medicamentos para dormir, com 25,7% recorrendo a medicamentos sem prescrição médica. Foi encontrada uma associação significativa entre o uso de medicamentos e a má qualidade do sono (*p* = 0,0015). Além disso, 92,7% perceberam a privação do sono como prejudicial ao desempenho acadêmico. Discussão: fatores como carga horária acadêmica, ansiedade e estresse foram associados a problemas de sono. O uso de medicamentos levantou preocupações sobre dependência e efeitos adversos. Intervenções não farmacológicas, como higiene do sono e terapia cognitivo-comportamental, são recomendadas. Conclusão: a qualidade do sono entre estudantes de medicina é gravemente comprometida, com altas taxas de uso de medicamentos sem supervisão. Abordar essa questão requer apoio institucional, aconselhamento psicológico e promoção de estratégias não farmacológicas.
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