Panorama epidemiológico hospitalar de pacientes com neoplasia de pele no brasil
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n5p1412-1427Palavras-chave:
Câncer da Pele, Neoplasias Cutâneas, Tumores da PeleResumo
Introdução: O câncer de pele resulta do desenvolvimento anormal e descontrolado das células cutâneas. Fatores como exposição solar, histórico familiar, imunossupressão, exposição a substâncias cancerígenas e predisposição genética podem contribuir para o desenvolvimento do câncer de pele maligno. É visto uma associação de tempo de exposição à probabilidade de desenvolver este tipo de câncer, portanto, a faixa-etária idosa é mais propensa. Assim, o objetivo deste estudo é analisar o perfil epidemiológico hospitalar por neoplasia de pele, em todas as idades, no Brasil e suas cinco regiões, entre Janeiro de 2013 e Dezembro de 2023. Metodologia: Trata-se de um estudo epidemiológico tendo como amostra casos de neoplasia de pele no período entre janeiro de 2013 a dezembro de 2023 nas 5 regiões brasileiras. As informações da amostra foram retiradas do departamento de informação de saúde do SUS (Sistema Único de Saúde). As variáveis utilizadas foram: internações hospitalares, óbitos, faixa etária, cor/raça, sexo, gastos hospitalares e macrorregião de saúde. Ademais, foi realizada uma revisão de literatura nas bases de dados: Scielo e Pubmed com o objetivo de fundamentar os dados obtidos através da pesquisa no DATASUS. Os descritores utilizados para a pesquisa foram: Câncer da Pele; Neoplasias Cutâneas; Tumores da Pele. Resultados: 606.760 internações ocorreram por neoplasia de pele, destas, 13,9% são de neoplasia benigna da pele e 86% de neoplasia maligna de pele. A região Sudeste foi a mais prevalente quanto ao número de internações e óbitos. O maior grupo etário acometido foi o de idosos. O sexo masculino foi o gênero mais afetado por essa patologia. Em relação à etnia, mais pacientes brancos são internados. Ainda que a região com maior número de internações, neste estudo seja a região Sudeste, a região Nordeste custeou com suas hospitalizações mais recursos que as demais regiões. Por fim, a região Norte obteve a maior média de dias de internação. Conclusão: Estudos epidemiológicos são cruciais para identificar padrões que afetam o câncer de pele, orientando a alocação de recursos e estratégias preventivas como campanhas educativas e programas de detecção precoce, essenciais para grupos de maior vulnerabilidade.
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