CIRURGIA EM PACIENTES IMUNOSSUPRIMIDOS: DESAFIOS E ESTRATÉGIAS PARA REDUZIR INFECÇÕES E COMPLICAÇÕES EM PACIENTES TRANSPLANTADOS

Autores

  • Sávio Baldotto Covre Centro Universitário do Espírito Santo (UNESC)
  • Matheus Soave Mota Centro Universitário do Espírito Santo (UNESC)
  • Thalita Amaral Freires Supeleto Centro Universitário do Espírito Santo (UNESC)
  • Maryana Quirino Sperandio Centro Universitário do Espírito Santo (UNESC)
  • Mirelle Nascimento Santos Centro Universitário do Espírito Santo (UNESC)
  • Lucas Silva Durão Centro Universitário do Espírito Santo (UNESC)
  • Rakeli Strasmann Stange Centro Universitário do Espírito Santo (UNESC)
  • Rafael Sanches Dadalto Centro Universitário do Espírito Santo (UNESC)
  • Ana Paula Freitas Zocatelli de Moura Centro Universitário do Espírito Santo (UNESC)
  • Victor Soares de Andrade Universidade de Vila Velha (UVV)
  • Ana Paula Godoy Corrêa Centro Universitário do Espírito Santo (UNESC)
  • Hugo Romais Lorencini Centro Universitário do Espírito Santo (UNESC)
  • Laura Belei Reali Centro Universitário do Espírito Santo (UNESC)

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n10p2207-2217

Palavras-chave:

Imunossupressão, Complicações Cirúrgicas, Pacientes Transplantados.

Resumo

O artigo revisa os principais desafios e estratégias envolvidos na cirurgia de pacientes transplantados imunossuprimidos, com foco na prevenção de infecções e complicações pós-operatórias. Foi conduzida uma revisão sistemática com base em estudos publicados nas bases de dados PubMed e LILACS nos últimos 10 anos, selecionando aqueles que abordam complicações cirúrgicas e manejo de imunossupressão em pacientes transplantados. Inicialmente, 160 estudos foram identificados, e após um processo de triagem rigoroso, 6 estudos foram incluídos na análise final. Os resultados mostram que os protocolos de imunossupressão, como o uso de inibidores de calcineurina, corticosteroides e inibidores de mTOR, são fundamentais para evitar a rejeição do enxerto, mas estão associados a complicações significativas, como nefrotoxicidade, síndromes metabólicas e aumento do risco de câncer de novo. Além disso, a falência do enxerto eleva o risco de infecções, sendo a sepse uma das principais causas de mortalidade. Estratégias emergentes, como o uso de células T reguladoras e perfusões ex-vivo, foram discutidas como alternativas promissoras para reduzir a imunossupressão e induzir a tolerância imunológica. Em pacientes transplantados com câncer, o uso de inibidores de checkpoint imunológico (ICIs) aumenta o risco de rejeição do enxerto, complicando ainda mais o manejo clínico. Conclui-se que o manejo de pacientes imunossuprimidos em cirurgias exige estratégias individualizadas que equilibrem a imunossupressão e a prevenção de complicações a longo prazo. O estudo sugere a necessidade de pesquisas adicionais para melhorar os desfechos cirúrgicos nesses pacientes.

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Referências

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Publicado

2024-10-15

Como Citar

Covre, S. B., Mota, M. S., Supeleto, T. A. F., Sperandio, M. Q., Santos, M. N., Durão, L. S., Stange, R. S., Dadalto, R. S., Moura, A. P. F. Z. de, Andrade, V. S. de, Corrêa, A. P. G., Lorencini, H. R., & Reali, L. B. (2024). CIRURGIA EM PACIENTES IMUNOSSUPRIMIDOS: DESAFIOS E ESTRATÉGIAS PARA REDUZIR INFECÇÕES E COMPLICAÇÕES EM PACIENTES TRANSPLANTADOS . Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 6(10), 2207–2217. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n10p2207-2217