A ANÁLISE EPIDEMIOLOGICA DA DOENÇA HEPÁTICA ALCOÓLICA NO BRASIL ENTRE OS ANOS DE 2017 E 2022

Autores

  • Larissa Silva Gradil Costa Centro Universitário UniFTC.
  • Alexandre Magno de Sousa Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).
  • Bárbara Lettyccya Pereira Chacon de Araújo Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).
  • Vitória Caroline Ramos Fonseca Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS).
  • Bruna Carvalho de Barros Centro Universitário UNIFACID
  • Carlos Alexandre Neves Lima Bruna Carvalho de Barros
  • Giuliana Chaves Recco Centro Universitário Campo Real.
  • Quezia Valeria da Costa Guedes Universidade da Amazônia (UNAMA).
  • Raíssa Beatriz Silvestre Carneiro Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).
  • Maria Eduarda dos Santos Silvestre Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – UERN
  • Rodrigo Daniel Zanoni Faculdade São Leopoldo Mandic
  • Maria Fernanda Teixeira Souza Silva Centro Universitário Funorte (UNIFUNORTE).

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n1p67-80

Palavras-chave:

Doença Hepática Alcoólica, Consumo de Bebida Alcoólica, Epidemiologia

Resumo

Dentre os problemas de saúde decorrentes do uso crônico do álcool, a Doença Hepática Alcoólica (DHA) surge como uma consequência das agressões bioquímicas causadas pelo etanol. Essa condição se manifesta por meio de um espectro de sequelas no fígado, que incluem esteatose, fibrose progressiva, hepatite alcoólica e cirrose. Este estudo tem como objetivo descrever a prevalência de internações por doença hepática alcoólica no Brasil, no período de 2018 a 2022. Trata-se de um estudo descritivo, ecológico e quantitativo que aborda internações hospitalares por doença hepática alcoólica no intervalo de 2018 a 2022, a partir de dados secundários do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde, seguindo as variáveis: internações, óbitos, sexo, faixa etária, média de permanência e custos hospitalares. Foram registradas 75.932 internações por DHA no Brasil, com maior prevalência no Sudeste (43,07%). Em todos os anos, o número de internações entre homens é significativamente maior do que entre mulheres, com média de 10.579 casos. A faixa etária de 50 a 59 anos apresentou prevalência, correspondendo a 31,31%. O Nordeste apresentou médias de permanência e óbito mais elevadas, com total de 9,3 dias e 23,26%, respectivamente. É crucial implementar estratégias que aprimorem o rastreamento precoce de pacientes com DHA, prevenindo a progressão da doença e reduzindo a morbimortalidade.

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Publicado

2024-01-02

Como Citar

Silva Gradil Costa, L., Sousa , A. M. de, Araújo, B. L. P. C. de, Fonseca , V. C. R., Barros, B. C. de, Lima , C. A. N., Recco , G. C., Guedes , Q. V. da C., Carneiro, R. B. S., Silvestre , M. E. dos S., Zanoni, R. D., & Silva , M. F. T. S. (2024). A ANÁLISE EPIDEMIOLOGICA DA DOENÇA HEPÁTICA ALCOÓLICA NO BRASIL ENTRE OS ANOS DE 2017 E 2022. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 6(1), 67–80. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n1p67-80

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Artigo Original