Comparação biomecânica entre hastes intramedulares de titânio e aço inoxidável

Authors

  • Lucas Zampronha Correia
  • Matheus Moreno de Oliveira
  • Thiago Henrique Queiroz de Oliveira
  • Gabriel Candiota Dias
  • Caio Nóbrega Borges
  • Jetro da Silva Torquato Costa
  • Isabel de Araújo Lima Nadaf
  • Dayna Aragão Benchimol

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n9p234-248

Keywords:

Hastes intramedulares; Titânio; Aço inoxidável; Biomecânica; Osteossíntese; Fraturas de ossos longos; Fixação intramedular; Consolidação óssea.

Abstract

As hastes intramedulares constituem uma das principais alternativas para a estabilização de fraturas de ossos longos, proporcionando alinhamento, estabilidade e possibilidade de mobilização precoce. Entre os materiais empregados na fabricação desses dispositivos, o titânio e o aço inoxidável apresentam propriedades mecânicas distintas que podem influenciar o comportamento do implante e a resposta óssea. Este trabalho tem como objetivo comparar, sob o ponto de vista biomecânico, as características das hastes intramedulares confeccionadas em titânio e aço inoxidável, considerando parâmetros como módulo de elasticidade, resistência mecânica, rigidez, resistência à fadiga e interação entre implante e tecido ósseo. O aço inoxidável apresenta elevada resistência mecânica e maior módulo de elasticidade, conferindo maior rigidez ao sistema de fixação. Essa característica pode favorecer a manutenção da estabilidade em determinadas situações, porém também pode aumentar a discrepância de rigidez entre o implante e o osso, potencialmente alterando a distribuição das cargas e contribuindo para fenômenos relacionados à proteção contra estresse. O titânio, por sua vez, apresenta menor módulo de elasticidade e maior compatibilidade mecânica com o tecido ósseo, permitindo uma distribuição de cargas potencialmente mais próxima das condições fisiológicas. Além disso, suas propriedades de resistência à corrosão e biocompatibilidade constituem vantagens relevantes para aplicações ortopédicas. Entretanto, a menor rigidez do titânio não significa necessariamente menor desempenho clínico, uma vez que a estabilidade proporcionada pela haste depende também de fatores como geometria do implante, diâmetro, comprimento, desenho das travas, técnica cirúrgica, localização e padrão da fratura e qualidade óssea. Do ponto de vista biomecânico, portanto, a escolha entre titânio e aço inoxidável não deve ser baseada exclusivamente nas propriedades isoladas dos materiais. A literatura demonstra que ambos podem proporcionar adequada estabilidade para diferentes tipos de fraturas, desde que corretamente dimensionados e empregados. A comparação entre esses materiais deve considerar a relação entre rigidez, resistência, fadiga e transferência de carga ao osso. Assim, o conhecimento das propriedades biomecânicas de cada material é fundamental para a seleção individualizada do implante e para a otimização dos resultados da osteossíntese.

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Published

2026-09-03

How to Cite

Correia, L. Z., Oliveira, M. M. de, Oliveira, T. H. . Q. de, Dias, G. C., Borges, C. N., Costa, J. da S. T., Nadaf, I. de A. L., & Benchimol, D. A. (2026). Comparação biomecânica entre hastes intramedulares de titânio e aço inoxidável . Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 8(9), 234–248. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n9p234-248