ANÁLISE MORFOLÓGICA SOBRE O FORAME ESPINHOSO EM CRÂNIOS SECOS DE ADULTOS DA REGIÃO NORDESTE DO BRASIL.

Authors

  • Francarlos de Oliveira Souza
  • Andielle Cegoline
  • Lucas Rosal Silveira Vale
  • Luiz Leite Piancó Neto
  • Maria Gabriella de Oliveira Ribeiro
  • Carlos Keuwys Morais Silva
  • Vinicius Santos Freitas
  • Artur Costa Cabral
  • Ana Elisa Regis Modesto
  • Émerson de Oliveira Ferreira
  • Haértori da Silva Leal
  • Erasmo Almeida Junior Faculdade Paraiso-PE

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n8p1147-1158

Keywords:

Anatomia. Variações. Forame espinhoso. Crânios secos.

Abstract

O forame espinhoso localiza-se na asa maior do osso esfenoide e por meio dele passam a artéria meníngea média, a veia meníngea média e o ramo meníngeo do nervo mandibular. Este forame pode variar quanto a forma, localização e número, podendo apresentar casos raros de duplicidade ou até ausência. O objetivo do nosso estudo foi verificar as possíveis variações do forame espinhoso com relação ao número, forma e localização em crânios secos de adultos. Para este estudo foram utilizados 147 crânios secos de adultos, sendo 61 do sexo feminino e 86 do sexo masculino. Todos os crânios pertencem ao acervo do Centro de Antropologia Forense da Faculdade de Medicina da FAP-Araripina, localizada no Estado de Pernambuco, Brasil. Para coleta dos dados, foi utilizado o método de abordagem indutivo com técnica de observação sistemática e direta. Para este estudo, foi elaborada três classificações: primeiramente com relação a forma, classificou-se os forames em três tipos: Tipo 1, oval; Tipo 2, circular e Tipo 3, irregular.  Quanto a localização com relação a espinha do esfenoide: Tipo 1, anteromedial e Tipo 2, anterolateral. Quanto a distribuição: Tipo 1, ausente bilateral; Tipo 2, presente bilateral; Tipo 3, unilateral e Tipo 4, duplo. Com relação à forma utilizando-se a amostra total (n=147), o Tipo 1 foi encontrado em 8,85% dos casos, o Tipo 2 em 80,95% e o Tipo 3, em 10,2%. Com relação a localização (n=147) verificou-se que o Tipo 1 foi encontrado em 80,27% dos casos enquanto o Tipo 2 foi de 19,73% e quanto a distribuição (n=147), o Tipo 2 foi verificado em 95,23% dos casos seguido do Tipo 3 com 4,09%.  Houve um caso do Tipo 4 (0,68%) e em nenhum dos crânios foi observado ausência bilateral do mesmo. Conclui-se que o forame espinhoso pode variar quanto à forma, localização e distribuição. A forma circular foi a mais frequente. Quanto a localização, o forame espinhoso esteve tanto anteromedial quanto anterolateral à espinha do esfenoide. Quanto a distribuição, a maioria se apresentaram bilateralmente, havendo casos de unilateralidade e um caso de duplicidade bilateral. Não foi observado casos de ausência bilateral em nenhum crânio. Não houve diferença significativa entre os sexos quanto a forma e a distribuição, mas houve diferença quanto a localização.

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Published

2026-08-20

How to Cite

Souza, F. de O., Cegoline, A., Vale, L. R. S., Neto, L. L. P., Ribeiro, M. G. de O., Silva, C. K. M., Freitas, V. S., Cabral, A. C., Modesto, A. E. R., Ferreira, Émerson de O., Leal, H. da S., & Almeida Junior, E. (2026). ANÁLISE MORFOLÓGICA SOBRE O FORAME ESPINHOSO EM CRÂNIOS SECOS DE ADULTOS DA REGIÃO NORDESTE DO BRASIL. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 8(8), 1147–1158. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n8p1147-1158