Etiological Aspects Related to Mandibular Fractures within the Maxillofacial Complex
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n7p598-616Keywords:
mandibular fractures, Maxillofacial Trauma, Traffic Accidents, Pathological Fractures, Epidemiology, EtiologyAbstract
Introdução: O traumatismo craniofacial envolve lesões estruturais graves causadas por forças externas, sendo as fraturas mandibulares o tipo mais comum dentro do complexo facial. Essa alta incidência decorre do fato de a mandíbula ser o único osso móvel do crânio e possuir áreas anatômicas de menor resistência mecânica, como o ângulo e o corpo. O perfil epidemiológico predominante aponta para homens jovens na faixa etária produtiva de 20 a 40 anos, que são altamente vulneráveis a golpes externos. Metodologia: Foi realizada uma revisão sistemática baseada nas diretrizes PRISMA, abrangendo a literatura científica publicada entre 2020 e 2025. Uma busca rigorosa de dados foi realizada no MEDLINE/PubMed, no Portal Regional VHL (BVS), no SciELO e no Google Scholar, utilizando a estratégia PICO para abordar a questão norteadora sobre os fatores causadores dessas lesões recorrentes. Após um rigoroso processo de seleção e leitura detalhada dos textos completos, doze artigos originais compuseram a amostra final do estudo. Resultados/Discussão: A epidemiologia dessas fraturas variou de acordo com a localização geográfica e fatores sociodemográficos. Acidentes de trânsito emergiram como o principal fator causador em sete estudos, frequentemente associados à falta de equipamentos de proteção e ao abuso de álcool, particularmente em países em desenvolvimento. A agressão física foi a segunda causa mais frequente, notadamente em países desenvolvidos e em episódios alarmantes de violência doméstica. Em menor escala, o estudo identificou fraturas patológicas secundárias à osteorradionecrose, lesões iatrogênicas após extrações de terceiros molares e traumas associados a convulsões. A região parassinfisária foi o local anatômico mais frequentemente afetado. O tratamento cirúrgico por meio de redução aberta e fixação interna com miniplacas foi a abordagem mais comum. Conclusão: Colisões veiculares e violência interpessoal são as principais causas dessas lesões craniofaciais. Há uma clara necessidade de políticas públicas eficazes em relação à segurança viária e de que os cirurgiões-dentistas tenham uma compreensão abrangente da etiologia para mitigar lesões e otimizar o atendimento clínico em ambientes hospitalares.
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