Internações por Doença Venosa Crônica no Brasil entre 2015 e 2025

Panorama Epidemiológico

Authors

  • Matheus de Menezes Bezerra Leite UFCA - Universidade Federal do Cariri
  • Julia Louise Melo Pinheiro Universidade Christus
  • Maria Eduarda Câmara Martins Bezerra Universidad Maimónides
  • Igor Antônio da Silva Ribeiro Unoeste- Universidade do Oeste Paulista
  • Taynah Menezes Lins Universidad Maimónides
  • Eduarda Diniz de Freitas UNOESC- Universidade do oeste de Santa Catarina
  • Julio Agostinho Strazzabosco Martins Neto Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC
  • Paulo José Ribeiro de Sousa Universidad Maimónides

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n5p1839-1850

Keywords:

Doença venosa crônica, Epidemiologia, Internações hospitalares, Saúde do trabalhador

Abstract

A Doença Venosa Crônica constitui importante problema de saúde pública, com alta prevalência e impacto socioeconômico significativo. No Brasil, destaca-se pela elevada demanda no sistema público de saúde, especialmente entre mulheres e indivíduos em idade produtiva. Diante da lacuna de estudos atualizados, este trabalho analisou o panorama epidemiológico das internações por varizes de membros inferiores entre 2015 e 2025, considerando também fatores socioeconômicos e laborais. Trata-se de um estudo epidemiológico observacional, ecológico e quantitativo, baseado em dados secundários do SIH/SUS (DATASUS) e indicadores do IBGE. Foram incluídas todas as internações com diagnóstico CID-10 I83 no período. As variáveis analisadas incluíram taxas de internação, sexo, distribuição regional e indicadores de informalidade e envelhecimento da força de trabalho. Os dados foram padronizados por 100 mil habitantes e avaliados por variação temporal e correlação ecológica. Foram registradas 789.816 internações no período. Observou-se estabilidade entre 2015-2019, seguida de queda acentuada durante a pandemia (redução de 59% entre 2020-2021). A partir de 2022, houve forte crescimento, culminando em aumento de 229,5% até 2025, superando níveis pré-pandêmicos. A análise sugere correlação entre aumento das internações e envelhecimento populacional aliado à informalidade laboral, fatores associados à maior exposição a riscos ocupacionais, além da evidência de disparidades regionais, com maior concentração no Sudeste. Conclui-se que o aumento recente das internações reflete principalmente a demanda reprimida durante a pandemia, associada ao agravamento clínico dos pacientes. Além disso, fatores socioeconômicos, como trabalho informal e envelhecimento ativo, contribuem para a pressão sobre o sistema de saúde. O estudo destaca a necessidade de políticas públicas voltadas à prevenção, organização do fluxo cirúrgico e vigilância da saúde do trabalhador.

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References

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Published

2026-05-24

How to Cite

Leite, M. de M. B., Pinheiro, J. L. M., Bezerra, M. E. C. M., Ribeiro, I. A. da S., Lins, T. M., de Freitas, E. D., Neto, J. A. S. M., & de Sousa, P. J. R. (2026). Internações por Doença Venosa Crônica no Brasil entre 2015 e 2025: Panorama Epidemiológico. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 8(5), 1839–1850. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n5p1839-1850