Alopecia Androgenética: Fatores Hormonais, Genéticos e Abordagens Terapêuticas Atuais
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n4p494-507Keywords:
Alopecia Androgenética; Diidrotestosterona; Folículo Piloso.Abstract
A alopecia androgenética (AAG) é a forma mais comum de perda capilar não cicatricial, caracterizada pela miniaturização progressiva dos folículos pilosos em indivíduos geneticamente predispostos, sendo mediada principalmente pela ação da diidrotestosterona (DHT) sobre os receptores androgênicos. Este estudo teve como objetivo revisar criticamente os principais fatores hormonais e genéticos envolvidos na fisiopatologia da AAG, bem como analisar as abordagens terapêuticas atualmente disponíveis. Para isso, foi realizada uma revisão narrativa da literatura com base em artigos publicados entre 2020 e 2025 nas bases PubMed, SciELO e LILACS, priorizando estudos com alto rigor metodológico. Os achados demonstram que a interação entre predisposição genética e atividade androgênica desempenha papel central no desenvolvimento da doença, sendo a enzima 5-alfa-redutase um importante alvo terapêutico. Além disso, evidências recentes apontam a participação de fatores inflamatórios e nutricionais como moduladores da progressão da AAG, ampliando a compreensão de sua natureza multifatorial. No que se refere ao tratamento, destacam-se o minoxidil e a finasterida como terapias de primeira linha, embora novas abordagens, como plasma rico em plaquetas e terapias baseadas em energia, venham ganhando espaço na prática clínica. Conclui-se que, apesar dos avanços no entendimento da doença, ainda não existe tratamento curativo definitivo, sendo fundamental a individualização da abordagem terapêutica e o desenvolvimento de novas estratégias baseadas em mecanismos moleculares específicos.
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