Chikungunya na População Pediátrica: Aspectos Epidemiológicos, Manifestações Clínicas, Manejo Terapêutico e Complicações a Curto e Longo Prazo
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n4p1262-1275Keywords:
Chikungunya; Pediatria; Arbovirose; Febre; Complicações; Infectologia.Abstract
Introdução: A chikungunya é uma arbovirose transmitida por mosquitos do gênero Aedes, com crescente impacto em regiões tropicais, incluindo o Brasil. Embora classicamente descrita em adultos, a infecção em crianças apresenta particularidades clínicas e epidemiológicas. A compreensão dessas características é fundamental para diagnóstico precoce e manejo adequado, especialmente em contextos de surtos. Objetivo: Revisar os aspectos epidemiológicos, manifestações clínicas, manejo terapêutico e possíveis complicações da chikungunya na população pediátrica. Metodologia: Realizou-se revisão narrativa da literatura baseada em diretrizes de sociedades médicas e em artigos científicos publicados em periódicos reconhecidos nas áreas de pediatria e infectologia. Foram incluídos estudos que abordam características clínicas, evolução e tratamento da chikungunya em crianças. Discussão/Resultados: A infecção em crianças pode variar de quadros leves a formas mais graves, especialmente em lactentes. Os sintomas mais comuns incluem febre alta, exantema, irritabilidade e, diferentemente dos adultos, manifestações articulares podem ser menos evidentes. Em neonatos, a transmissão vertical pode ocorrer, estando associada a quadros mais graves, com possível comprometimento neurológico. O diagnóstico é clínico-epidemiológico, especialmente em áreas endêmicas, podendo ser confirmado por testes laboratoriais específicos, como sorologia ou detecção molecular. O tratamento é essencialmente sintomático, com uso de antitérmicos e analgesia adequada. O uso de anti-inflamatórios deve ser criterioso, especialmente na fase inicial, devido à necessidade de exclusão de outras arboviroses. Complicações a curto prazo incluem desidratação e manifestações neurológicas. A longo prazo, embora menos frequentes que em adultos, podem ocorrer sintomas articulares persistentes e fadiga. O acompanhamento clínico é importante para identificação precoce dessas complicações. Conclusão: A chikungunya em crianças apresenta características próprias que exigem atenção clínica específica. O diagnóstico precoce e o manejo adequado são essenciais para reduzir complicações e garantir melhor prognóstico.
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