IDENTIFICAÇÃO DE FATORES E ELEMENTOS PREVENTIVOS DA DEPRESSÃO PÓS-PARTO NO PRÉ-NATAL:
estratégias de rastreamento e o papel da enfermagem
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n10p416-432Palavras-chave:
Depressão pós-parto; Pré-natal; Enfermagem; Saúde materna; RastreamentoResumo
A depressão pós-parto (DPP) é um transtorno multifatorial que pode se manifestar ainda durante a gestação, tornando o pré-natal um período estratégico para identificação precoce e intervenção. O problema de pesquisa que norteou este estudo foi: como a enfermagem pode atuar na prática auxiliando no diagnóstico precoce da depressão pós-parto? O objetivo foi analisar os sinais e fatores de risco relativos à identificação e prevenção da DPP durante a gestação, com ênfase nas estratégias e instrumentos de rastreamento e na atuação da enfermagem. Trata-se de revisão integrativa da literatura, realizada nas bases SciELO, BVS e PubMed, com descritores "postpartum depression" e "prenatal care" combinados pelo operador booleano AND. Foram incluídos artigos publicados entre 2015 e 2025, nos idiomas português, inglês ou espanhol, que abordassem a DPP associada ao pré-natal, especialmente quanto a sinais, fatores de risco, estratégias de identificação precoce e atuação da enfermagem. A triagem foi realizada com auxílio do Rayyan, e a análise foi qualitativa e descritiva. A busca identificou 521 registros; após remoção de 44 duplicatas e triagem de títulos e resumos, 24 estudos foram lidos na íntegra, dos quais 14 foram incluídos. Os resultados evidenciaram três eixos principais: fatores de risco e sinais associados à DPP (histórico depressivo ou psiquiátrico, traumas, violência, conflitos conjugais, ansiedade, gravidez não planejada, baixa renda, sono inadequado e fragilidade da rede de apoio); instrumentos e estratégias de rastreamento, com destaque para a Escala de Depressão Pós-Natal de Edimburgo (EPDS); e intervenções preventivas, incluindo pré-natal psicológico, escuta qualificada, educação em saúde e cuidado multiprofissional. Conclui-se que a identificação de sinais e fatores de risco pode ser iniciada na gestação, cabendo à enfermagem papel fundamental no acolhimento, rastreamento, acompanhamento e encaminhamento oportuno, favorecendo assistência integral, humanizada e baseada em evidências.
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