Sífilis Adquirida em Minas Gerais: uma análise epidemiológica de 2010 a 2024, desafios e perspectivas futuras

Autores

  • Alexandre Oliveira Carneiro
  • Aghus Tayllor Cesário Santos
  • Matheus Barreto de Mello
  • Luiz Fernando Moreira Izidoro Universidade Federal de Uberlândia

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n8p165-179

Palavras-chave:

Sífilis adquirida, Epidemiologia, Vigilância em Saúde Pública.

Resumo

Introdução: A sífilis adquirida, transmitida pela bactéria Treponema pallidum por contato sexual ou vertical. Em 2022, os casos globais aumentaram para 8 milhões, com a maior incidência nas Américas, após a pandemia de COVID-19. Objetivo: Realizar uma análise epidemiológica descritiva da sífilis no estado de Minas Gerais entre 2010 e 2024. Métodos: O estudo foi desenvolvido a partir da base de dados do Sistema de Informações de Agravos de Notificação (SINAN) no período de 2010 a 2024, buscando as variáveis faixa etária, sexo, raça, distribuição por macrorregiões, critérios diagnósticos e evolução dos casos. Resultados: De 2010 a 2024, foram notificados 136.788 casos de sífilis adquirida em Minas Gerais, com incidência acumulada de 666 casos por 100.000 habitantes e letalidade de 0,057%, predominando o sexo masculino (63,7%), pardos (45,7%) e faixa etária de 20 a 39 anos. A distribuição evidenciou padrão sazonal, maior número de notificações entre julho e novembro, sendo que macrorregião centro com maior proporção de notificações (47,3%). Discussão: Esse aumento da sífilis adquirida em Minas Gerais acompanha a tendência nacional e pode ser explicado por comportamentos sexuais de risco, falhas no diagnóstico, ou pela ampliação da testagem pela vigilância epidemiológica. A queda em 2020 pode estar relacionada com a pandemia de COVID-19 pela redução na procura aos serviços de saúde. Enquanto a redução entre 2023 e 2024, provavelmente reflete a incompletude dos dados recentes. Esses achados podem reforçar a necessidade de estratégias integradas de enfrentamento, incluindo rastreamento ativo de populações de maior risco, ampliação do acesso ao diagnóstico, tratamento oportuno dos casos e ações educativas voltadas à promoção do uso de preservativos e à redução de comportamentos sexuais de risco. Conclusão: O aumento dos casos de sífilis adquirida em Minas Gerais reflete a tendência nacional e global de reemergência da infecção, associada a determinantes sociais, como sexo, raça e escolaridade, evidenciando a necessidade de fortalecimento de políticas públicas integradas de prevenção, diagnóstico e vigilância epidemiológica.

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Publicado

2026-08-06

Como Citar

Carneiro, A. O., Santos, A. T. C., Mello, M. B. de, & Moreira Izidoro, L. F. (2026). Sífilis Adquirida em Minas Gerais: uma análise epidemiológica de 2010 a 2024, desafios e perspectivas futuras. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 8(8), 165–179. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n8p165-179