Aspectos Etiológicos Relacionados às Fraturas Mandibulares no Âmbito do Complexo Maxilofacial

Autores

  • Rayanne Gomes e Morais Centro Universitário de Goiatuba
  • Eline Elen Castro Siqueira Centro Universitário de Goiatuba
  • Valquiria Gomes da Rocha Rios
  • Sarah Augusta de Araújo Andrade
  • Ysabella Rodrigues Galdino
  • Kamilly Vitória da Silva Aizza Vieira
  • Giovanna Carla Alves Barbosa
  • Igor Maróstica Pimenta
  • Laura Martins de Lima
  • Karen Lais da Silva Soares
  • Larissa Lourenço Silva Pires
  • Nicole Rodrigues Neves

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n7p598-616

Palavras-chave:

Fraturas Mandibulares, TrTraumatismos Maxilofaciais, Acidentes de Trânsito, Fraturas Patológicas, Epidemiologia, Etiologia

Resumo

Introdução: O trauma crânio maxilo facial compreende lesões estruturais severas causadas por
forças externas, destacando-se as fraturas mandibulares como as de maior ocorrência no âmbito
do complexo facial. Essa alta incidência decorre do fato da mandíbula ser o único osso móvel do
crânio, possuindo áreas anatômicas de menor resistência mecânica, como o ângulo e o corpo. O
perfil epidemiológico predominante aponta para indivíduos jovens do sexo masculino na faixa
etária produtiva de 20 a 40 anos, com vulnerabilidade superior a golpes externos. Metodologia:
Realizou-se uma revisão sistemática fundamentada nas diretrizes PRISMA, abrangendo
produções científicas publicadas entre os anos de 2020 e 2025. A busca de dados ocorreu de
forma criteriosa nas bases MEDLINE/PubMed, Portal Regional da BVS, SciELO e Google
Acadêmico, utilizando a estratégia PICO para responder à pergunta norteadora sobre os fatores
causais dessas lesões recorrentes. Após rigorosa triagem e leitura detalhada na íntegra, doze
artigos originais compuseram a amostra final da pesquisa. Resultados/Discussão: A
epidemiologia das rupturas variou conforme a localização geográfica e fatores
sociodemográficos. Os acidentes de trânsito consolidaram-se como o fator causal majoritário em
sete estudos, associados à ausência de equipamentos de proteção e ao abuso de álcool,
sobretudo em nações em desenvolvimento. A agressão física figurou como a segunda causa mais
frequente, com destaque em países desenvolvidos e em episódios alarmantes de violência
familiar. Em menor proporção, identificaram-se fraturas patológicas secundárias à
osteorradionecrose, lesões iatrogênicas pós-extração de terceiros molares e traumas associados
a crises convulsivas. A região de parassínfise foi o local anatômico mais afetado. O tratamento
cirúrgico por redução aberta e fixação interna com miniplacas foi o mais prevalente. Conclusão:
As colisões veiculares e a violência interpessoal são os principais determinantes dessas lesões
crânio maxilo faciais. Evidencia-se a necessidade de políticas públicas resolutivas de segurança
viária e o amplo domínio da etiologia por cirurgiões-dentistas para mitigar lesões e otimizar os
cuidados clínicos na prática hospitalar.

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Publicado

2026-07-14

Como Citar

Gomes e Morais, R., Siqueira, E. E. C., Rios, V. . G. da R., Andrade, S. A. de A., Galdino, Y. R., Vieira, K. V. da S. A., Barbosa, G. C. A., Pimenta, I. M., Lima, L. M. de, Soares, K. L. da S., Pires, L. L. S., & Neves, N. R. (2026). Aspectos Etiológicos Relacionados às Fraturas Mandibulares no Âmbito do Complexo Maxilofacial. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 8(7), 598–616. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n7p598-616