Síndrome do Ovário Policístico: Critérios Diagnósticos e Condutas no Manejo Multidisciplinar

Autores

  • Sarah Karoline de Oliveira Matos Centro Universitário Estácio de Ribeirão Preto
  • Brunno Bertagnolli Fragoso Centro Universitário da Fundação Educacional de Brusque
  • Vitória Baldacini Fernandes Faculdade Santa Marcelina
  • Fernando Cézar Talavera Domeniquelli Centro Universitário Max Planck
  • Heloisa Antonelli Centro Universitário Max Planck
  • Thiago Manzatto Soares Fundação Educacional de Penápolis
  • Eloah Sara Coelho Universidade Brasil
  • Daniella Lopes Moraes Centro Universitário Multivix Vitória
  • Eduarda Conradi Faria Universidad privada del este
  • Nícolas Johnson de Oliveira Vieira Centro Universitário Lusíada
  • Gabriel Alves Barbosa Universidade Federal da Grande Dourados
  • Julia Arruda Cruz Gomes Faculdade de Medicina do ABC
  • Thallyta Oliveira Lopes sahium Centro Universitário Atenas
  • Anna Elisa Ferreira Lobo Faculdade Morgana Potrich

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n7p464-478

Palavras-chave:

Síndrome do Ovário Policístico; Hiperandrogenismo; Resistência à insulina; Infertilidade; Saúde da mulher; Endocrinologia ginecológica.

Resumo

Introdução: A Síndrome do Ovário Policístico (SOP) é uma das endocrinopatias mais prevalentes em mulheres em idade reprodutiva. Caracteriza-se por alterações hormonais e metabólicas que podem resultar em irregularidade menstrual, hiperandrogenismo e disfunção ovulatória. Além dos impactos reprodutivos, a condição está associada a resistência à insulina, obesidade, diabetes mellitus tipo 2 e aumento do risco cardiovascular, exigindo abordagem abrangente e individualizada. Objetivo: Revisar os critérios diagnósticos da SOP e discutir as principais estratégias adotadas no manejo multidisciplinar da doença. Metodologia: Realizou-se revisão narrativa da literatura por meio de pesquisas nas bases de dados PubMed, SciELO e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Foram consultados artigos científicos, revisões sistemáticas e diretrizes de sociedades médicas reconhecidas nas áreas de ginecologia, endocrinologia e medicina reprodutiva, priorizando estudos relacionados ao diagnóstico e tratamento da SOP. Discussão/Resultados: Os critérios diagnósticos mais amplamente utilizados são os de Rotterdam, que exigem a presença de pelo menos dois dos seguintes achados: oligo ou anovulação, sinais clínicos ou laboratoriais de hiperandrogenismo e morfologia policística dos ovários à ultrassonografia, após exclusão de outras causas endocrinológicas. As manifestações clínicas incluem irregularidade menstrual, infertilidade, hirsutismo, acne e ganho ponderal. A avaliação também deve considerar fatores metabólicos, como resistência à insulina, dislipidemia e intolerância à glicose, frequentemente associados à síndrome. O tratamento deve ser individualizado conforme os objetivos da paciente. Mudanças no estilo de vida, com incentivo à alimentação equilibrada e atividade física regular, constituem a base terapêutica. Contraceptivos hormonais combinados são frequentemente utilizados para controle menstrual e hiperandrogenismo. Em pacientes com alterações metabólicas, a metformina pode ser considerada. Nos casos de infertilidade, estratégias para indução da ovulação podem ser necessárias. Conclusão: A SOP é uma condição complexa com repercussões reprodutivas e metabólicas relevantes. O diagnóstico precoce e o manejo multidisciplinar são fundamentais para melhorar os desfechos clínicos, reduzir complicações e promover melhor qualidade de vida.

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Publicado

2026-07-10

Como Citar

de Oliveira Matos, S. K., Bertagnolli Fragoso, B., Baldacini Fernandes, V., Talavera Domeniquelli, F. C., Antonelli, H., Manzatto Soares, T., Coelho , E. S., Lopes Moraes, D., Conradi Faria , E., de Oliveira Vieira , N. J., Alves Barbosa, G., Arruda Cruz Gomes, J., Oliveira Lopes sahium , T., & Ferreira Lobo , A. E. (2026). Síndrome do Ovário Policístico: Critérios Diagnósticos e Condutas no Manejo Multidisciplinar. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 8(7), 464–478. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n7p464-478