Diagnóstico Tardio e Atraso no Tratamento do Câncer do Colo do Útero na Amazônia Brasileira: Evidências de um Hospital de Referência
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n6p1331-1343Palavras-chave:
Neoplasias do Colo do Útero, Estadiamento de NeoplasiasResumo
Introdução: O câncer do colo do útero (CCU) configura-se como a segunda neoplasia mais incidente nas regiões Norte e Nordeste brasileiras e é responsável por 7,5% de todas as mortes por câncer na população feminina. Objetivo: Identificar o estadiamento no momento do diagnóstico e o intervalo entre o diagnóstico e o início do tratamento do câncer do colo do útero em mulheres atendidas em um hospital de referência na Amazônia brasileira. Metodologia: Estudo retrospectivo, realizado com dados do Registro Hospitalar de Câncer de um hospital público de Roraima, no período de 2018 a 2023. Foram analisadas variáveis sociodemográficas, estadiamento clínico e intervalo entre diagnóstico e tratamento, por meio de estatística descritiva. Resultados: Foram incluídas 271 mulheres, com média de idade de 46,1 anos. Observou-se predominância de diagnóstico em estágios avançados, com destaque para os estágios IIB (29,15%) e IIIB (28,78%), totalizando 57,93% dos casos. Os estágios iniciais representaram 19,19%. O tempo médio entre diagnóstico e início do tratamento foi de 157 dias, com mediana de 142 dias, ultrapassando o prazo legal de 60 dias. Conclusão: Evidenciou-se elevada frequência de diagnóstico tardio e atraso no início do tratamento, indicando fragilidades no rastreamento e na organização da rede assistencial. Reforça-se a necessidade de fortalecer ações de detecção precoce e garantir acesso oportuno ao tratamento, especialmente em regiões com maior vulnerabilidade.
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