PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE PACIENTES COM SEPSE EM UNIDADES DE TERAPIA INTENSIVA NA REGIÃO DE CASCAVEL, ANÁLISE DAS PRINCIPAIS COMORBIDADES ASSOCIADAS

Autores

  • Rafael Frez Mion FAG
  • André Luiz Krokoscz de Souza
  • Octacilio Mion Neto

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n6p36-50

Palavras-chave:

Sepse, Comorbidades, Desfechos Clínicos, Unidade de Terapia Intensiva (UTI)

Resumo

A sepse é uma resposta desregulada do corpo mediante uma infecção, gerando uma disfunção orgânica, sendo responsável por um número elevado de mortalidade, principalmente no Brasil. A sepse pode não envolver a presença de microrganismos no sangue e podendo causar disfunções orgânicas em órgãos distantes do afetado e as infecções respiratórias são as mais relacionadas. As ferramentas de avaliação como qSOFA, SOFA e NEWS são utilizadas para avaliar a gravidade da sepse e orientar a intervenção precoce. É importante avaliar a presença de comorbidades dos pacientes com sepse, tais como Diabetes, Insuficiência Cardíaca e patologias respiratórias. Esse estudo tem como objetivo analisar o perfil epidemiológico de pacientes com diagnóstico de sepse em unidades de terapia intensiva (UTI), identificando as principais comorbidades e associando suas principais evoluções clínicas, desfechos e mortalidade.  Foi realizada uma seleção de prontuários de pacientes com diagnóstico de sepse, com comorbidades ou não, internados na UTI, foram avaliados tempo de internação e desfechos dos pacientes, além de avaliar a gravidade da sepse mediante o diagnóstico.O estudo identificou que comorbidades metabólicas e cardiovasculares estão associadas a desfechos clínicos mais desfavoráveis, corroborando dados da literatura que relacionam disfunções imunes e hemodinâmicas à pior evolução em pacientes sépticos. A presença de outras comorbidades, incluindo hipertensão arterial sistêmica e DPOC, também contribuiu para aumento da mortalidade, evidenciando o impacto cumulativo das doenças crônicas.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

FAG. Manual de Normas para elaboração e apresentação de trabalhos acadêmicos 2015. Cascavel: FAG, 2015.

Brandão Neto RA, Possolo de Souza H, Marino LO, Meirelles Marchini JF, Garcia de Alencar JC, editores. Manual de medicina de emergência: disciplina de emergências clínicas. 3. ed. São Paulo: Manole; 2022. ISBN 9786555767827, p. 114-130

Kasper DL, Fauci AS, Hauser SL, Longo DL, Jameson JL, Loscalzo J, et al. Harrison's Principles of Internal Medicine. 19ª ed. New York: McGraw-Hill Education; 2015. ISBN 0071802150 / 9780071802154, p. 7205-7229

Mann DL, Zipes DP, Libby P, Bonow RO, et al. Braunwald's Heart Disease: A Textbook of Cardiovascular Medicine. 10ª ed. Philadelphia: Elsevier Saunders; 2015. ISBN 978-85-352-8317-4, p. 1174-1222

Vilar L, editor. Endocrinologia Clínica. 7ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2019., ISBN 978­85­277­3717­3, p. 1116-1148

Silva LFB, Lemos ACM, Nascimento OJ, Simoes E, et al. 2021 Brazilian Thoracic Association recommendations for the management of severe asthma. J Bras Pneumol. 2021;47(5). doi:10.36416/1806-3756/e20210016.

Downloads

Publicado

2026-06-01

Como Citar

Frez Mion, R., Souza , A. L. K. de, & Mion Neto , O. (2026). PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE PACIENTES COM SEPSE EM UNIDADES DE TERAPIA INTENSIVA NA REGIÃO DE CASCAVEL, ANÁLISE DAS PRINCIPAIS COMORBIDADES ASSOCIADAS. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 8(6), 36–50. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n6p36-50