Impacto da fisioterapia aquática no desenvolvimento motor de crianças com transtorno do espectro autista: Revisão de literatura

Autores

  • Davi dos Santos Silva Centro Universitário Santa Terezinha
  • Fernando Augusto Araujo Costa Filho Centro Universitário Santa Terezinha
  • Karlla Nassar de Sá Centro Universitário Santa Terezinha

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n5p694-718

Palavras-chave:

Fisioterapia aquática, Transtorno do Espectro Autista, Desenvolvimento motor.

Resumo

Este trabalho teve como objetivo analisar os impactos da fisioterapia aquática no desenvolvimento motor de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), por meio de uma revisão integrativa da literatura. A pesquisa foi conduzida em bases científicas reconhecidas, como SciELO, LILACS, PubMed, PEDro, Embase e Biblioteca Virtual em Saúde, utilizando descritores relacionados à fisioterapia aquática, hidroterapia e TEA. Após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, foram selecionados 13 artigos publicados entre 2016 e 2026, que abordaram diretamente os efeitos da intervenção aquática em crianças autistas. Os resultados evidenciaram que a fisioterapia aquática promove avanços significativos em habilidades motoras grossas e finas, melhora da coordenação, equilíbrio e postura, além de favorecer a consciência corporal. Métodos específicos como Halliwick e Bad Ragaz mostraram-se eficazes na promoção da independência aquática, fortalecimento muscular e estabilidade postural. Além dos ganhos motores, os estudos destacaram benefícios psicossociais e sensoriais, como redução da ansiedade, melhora da autorregulação emocional, diminuição de comportamentos repetitivos e estímulo à socialização e comunicação. A discussão dos resultados, à luz da literatura, reforçou que os efeitos da fisioterapia aquática são multidimensionais, abrangendo aspectos físicos, emocionais e sociais. Autores como Silva, Pereira e Almeida (2024) e Oliveira e Santos (2023) confirmaram que a intervenção precoce e estruturada potencializa os resultados, aproveitando a plasticidade neural e ampliando a autonomia funcional. Apesar dos avanços, foram identificadas lacunas metodológicas, como amostras reduzidas e ausência de ensaios clínicos robustos, o que indica a necessidade de novas pesquisas para consolidar as evidências. Conclui-se que a fisioterapia aquática é uma estratégia terapêutica promissora e essencial para crianças com TEA, capaz de promover não apenas ganhos motores, mas também avanços psicossociais e sensoriais, contribuindo para a inclusão social e para a melhoria da qualidade de vida.

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Publicado

2026-05-12

Como Citar

Silva , D. dos S., Costa Filho , F. A. A., & Sá, K. N. de. (2026). Impacto da fisioterapia aquática no desenvolvimento motor de crianças com transtorno do espectro autista: Revisão de literatura. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 8(5), 694–718. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n5p694-718