Desenvolvimento Neuropsicomotor na Primeira Infância: Fatores de Risco, Sinais de Alerta e a Importância da Intervenção Precoce

Autores

  • Alesy dos Santos Ribeiro
  • Ana Beatriz Oliveira de Melo
  • Maria Eduarda Bezerra do Nascimento Centro Universitário Fametro
  • Fabio Jose Antônio da Silva
  • Italo Lafayette Silva
  • Luiz Fernando da Silva
  • Elijiane Barbosa de Sousa
  • Ana Thais Rodrigues da Costa
  • Ronaldo Nogueira de Moraes
  • Sarah Simonato Silva
  • Loyze Silva Kzam
  • Scarleth Pavão Seguins
  • Andressa Cameli Pinheiro

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n3p1711-1726

Palavras-chave:

Desenvolvimento infantil; Neuropsicomotor; Primeira Infância; Fatores de risco; Intervenção precoce.

Resumo

O desenvolvimento neuropsicomotor na primeira infância constitui um processo dinâmico e complexo, envolvendo a aquisição progressiva de habilidades motoras, cognitivas, sociais e emocionais. Trata-se de um período crítico, marcado pela elevada plasticidade cerebral, o que torna a criança especialmente sensível a influências biológicas e ambientais. Nesse contexto, fatores de risco como prematuridade, baixo peso ao nascer, condições socioeconômicas desfavoráveis e a ausência de estímulos adequados podem comprometer o desenvolvimento infantil. Diante disso, o presente estudo teve como objetivo analisar os principais fatores de risco associados a atrasos no desenvolvimento neuropsicomotor, identificar sinais de alerta e destacar a importância da intervenção precoce. Para tanto, foi realizada uma revisão de literatura de abordagem qualitativa, com base em artigos científicos selecionados em bases de dados como PubMed, SciELO e Google Acadêmico, considerando publicações recentes relacionadas à temática. Os achados evidenciam que tanto fatores biológicos, como intercorrências neonatais, quanto fatores ambientais, como vulnerabilidade social e baixa estimulação, exercem impacto significativo no desenvolvimento da criança. Entre os principais sinais de alerta destacam-se atrasos no controle postural, ausência de marcos motores esperados para a idade, dificuldades na comunicação e limitações na interação social. A análise dos estudos também demonstra que a intervenção precoce, especialmente quando realizada por equipes multiprofissionais, contribui de forma significativa para a melhora do prognóstico, promovendo ganhos no desenvolvimento global da criança. Além disso, o acompanhamento contínuo possibilita a adaptação das estratégias terapêuticas conforme as necessidades individuais. Conclui-se que a identificação precoce de fatores de risco e sinais de atraso é essencial para a implementação de intervenções eficazes,

sendo fundamental a atuação integrada entre profissionais de saúde, família e educação.

Ademais, ressalta-se a importância de investimentos em políticas públicas e programas de acompanhamento infantil, com vistas à redução de impactos a longo prazo e à promoção da qualidade de vida

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Publicado

2026-03-27

Como Citar

Ribeiro, A. dos S., Melo, A. B. O. de, Nascimento, M. E. B. do, Silva, F. J. A. da, Silva, I. L., Silva, L. F. da, Sousa, E. B. de, Costa, A. T. R. da, Moraes, R. N. de, Silva, S. S., Kzam, L. S., Seguins, S. P., & Pinheiro, A. C. (2026). Desenvolvimento Neuropsicomotor na Primeira Infância: Fatores de Risco, Sinais de Alerta e a Importância da Intervenção Precoce. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 8(3), 1711–1726. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n3p1711-1726