AIDS no Brasil: Análise temporal da incidência da Aids a partir de dados do DATASUS (2015-2025)
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n3p1364-1371Palavras-chave:
AIDS, Sindrome da imunodeficiencia adquirida, epidemiologiaResumo
A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) permanece como um importante problema de saúde pública global, caracterizada pela ampla disseminação do Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) e pela ocorrência de epidemias regionais. No Brasil, a doença é de notificação compulsória desde a década de 1980 e apresenta média anual de aproximadamente 35 mil novos casos nos últimos cinco anos. O diagnóstico é disponibilizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) por meio de testes rápidos, e o tratamento é realizado com terapia antirretroviral, que contribui para a redução da morbimortalidade. Nesse contexto, o presente estudo teve como objetivo analisar o perfil epidemiológico dos casos de AIDS no Brasil no período de 2015 a 2025. Trata-se de um estudo epidemiológico descritivo, com abordagem quantitativa, realizado a partir de dados secundários de vigilância em saúde. Foram analisadas variáveis relacionadas ao sexo, faixa etária e distribuição temporal dos casos. No período analisado, foram registrados 391.696 casos de AIDS no país, com predominância no sexo masculino (aproximadamente 71%) e maior concentração nas faixas etárias de 20 a 34 anos e 35 a 49 anos. Observou-se tendência de redução gradual no número de casos ao longo da série histórica, com queda mais acentuada em 2020, possivelmente associada aos impactos da pandemia de COVID-19 nos serviços de saúde. Os resultados reforçam a necessidade de fortalecimento das estratégias de prevenção, ampliação da testagem e aprimoramento das políticas públicas voltadas às populações mais vulneráveis, visando reduzir a transmissão do HIV e contribuir para o controle da epidemia no Brasil.
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Referências
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