PLANEJAMENTO REPRODUTIVO NA ADOLESCÊNCIA: DESAFIOS NA APS
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n3p1190-1202Palavras-chave:
Adolescência; Planejamento Reprodutivo; Atenção Primária à Saúde; Saúde do Adolescente; Gravidez na Adolescência.Resumo
A adolescência é uma fase marcada por intensas transformações biológicas, psicológicas e sociais, que podem influenciar diretamente o comportamento sexual e reprodutivo. Nesse contexto, o planejamento reprodutivo na adolescência constitui um importante desafio para os serviços de saúde, especialmente na Atenção Primária à Saúde (APS), que representa a principal porta de entrada do sistema de saúde. A ocorrência de gravidez não planejada, o acesso limitado a informações qualificadas e as barreiras socioculturais evidenciam a necessidade de estratégias eficazes de educação em saúde e de acolhimento voltadas a esse público. O presente estudo tem como objetivo analisar os principais desafios relacionados ao planejamento reprodutivo na adolescência no contexto da Atenção Primária à Saúde, destacando o papel dos profissionais de saúde na promoção da educação sexual, no acesso aos métodos contraceptivos e no fortalecimento de ações preventivas voltadas aos adolescentes. Trata-se de um estudo de revisão bibliográfica de abordagem qualitativa, realizado a partir da análise de artigos científicos, documentos oficiais e publicações acadêmicas disponíveis em bases de dados eletrônicas. Foram selecionados estudos publicados nos últimos anos que abordam o planejamento reprodutivo na adolescência, as políticas públicas voltadas à saúde do adolescente e as estratégias desenvolvidas na Atenção Primária à Saúde para prevenção da gravidez precoce e promoção da saúde sexual e reprodutiva. Os resultados evidenciam que diversos fatores dificultam a efetivação do planejamento reprodutivo entre adolescentes, incluindo falta de informação adequada, tabus relacionados à sexualidade, dificuldade de acesso aos serviços de saúde e insuficiente preparo de alguns profissionais para abordar o tema. Dessa forma, conclui-se que o fortalecimento das ações educativas, a capacitação das equipes de saúde e a implementação de estratégias intersetoriais são fundamentais para ampliar o acesso dos adolescentes às informações e aos métodos contraceptivos, contribuindo para a promoção da saúde sexual e reprodutiva e para a redução da gravidez não planejada nessa fase da vida.
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