Influência dos procedimentos de Harmonização Facial na autoestima de pacientes: revisão de literatura
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n3p1125-1139Palavras-chave:
Autoimagem, Harmonização Orofacial. Odontologia Estética. Preenchedores Faciais., Satisfação, Estética facialResumo
Introdução: A autoestima constitui um constructo psicológico relacionado à percepção que o indivíduo possui de si mesmo, sendo influenciada por fatores emocionais, sociais e culturais. Nos últimos anos, a busca por procedimentos estéticos minimamente invasivos tem aumentado significativamente, especialmente no campo da harmonização facial, que reúne técnicas voltadas para o equilíbrio estético e rejuvenescimento da face. Esses procedimentos são frequentemente procurados por pacientes que desejam melhorar a aparência facial, aumentar a autoconfiança e promover maior satisfação com a própria imagem. Objetivo: Realizar uma revisão de literatura acerca dos impactos dos procedimentos de harmonização facial na autoestima de pacientes. Métodos: Trata-se de uma revisão de literatura realizada por meio de busca eletrônica nas bases de dados SciELO, BIREME, PubMed e Google Acadêmico. Foram utilizados os descritores Autoimagem, Toxinas Botulínicas Tipo A, Ácido Hialurônico, Preenchedores Dérmicos, Self Concept, Botulinum Toxins Type A, Hyaluronic Acid e Dermal Fillers. Foram incluídos estudos publicados entre 2003 e 2024, disponíveis em português ou inglês, que investigaram a relação entre procedimentos de harmonização facial e aspectos relacionados à autoestima, satisfação com a aparência ou qualidade de vida. Após aplicação dos critérios de inclusão e exclusão e análise dos textos completos, foram selecionados 10 estudos para compor a revisão. Resultados: Os estudos analisados avaliaram diferentes procedimentos estéticos faciais, incluindo aplicação de toxina botulínica, preenchimento com ácido hialurônico, fios de sustentação e bioestimuladores de colágeno. De modo geral, os resultados demonstraram elevados níveis de satisfação entre os pacientes, com relatos frequentes de melhora da percepção da aparência facial, aumento da autoconfiança e maior satisfação pessoal. Entretanto, observou-se que a maioria dos estudos utilizou avaliações subjetivas dos pacientes, sendo limitada a utilização de instrumentos padronizados para mensuração da autoestima. Conclusão: Os procedimentos de harmonização facial parecem estar associados à melhora da percepção da autoimagem e da satisfação com a aparência. Contudo, a autoestima é um fenômeno multifatorial e complexo, sendo necessária a realização de estudos com delineamentos metodológicos mais robustos e instrumentos padronizados para avaliação mais objetiva dos impactos desses procedimentos sobre a autoestima.
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Referências
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