QUALIDADE DE VIDA DOS PACIENTES PORTADORES DE FERIDAS CRÓNICAS ATENDIDOS NA CLÍNICA CURAFERIDA, I SEMESTRE DE 2024
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n3p39-71Palavras-chave:
Qualidade, vida, Paciente, Ferida e CrónicasResumo
As feridas crónicas criam limitações e implicações que afectam não só do ponto de vista físico, mas também psicológico e social, o que influencia na qualidade de vida dos pacientes. Objectivo: analisar a qualidade de vida dos pacientes portadores de feridas crónicas atendidos na clínica Curaferida no I semestre de 2024. Metodologia: trata-se de um estudo observacional descritivo transversal com abordagem quantitativa e qualitativa. Resultados: verificou-se predominância da faixa etária dos 41 – 65 anos com (55%), o sexo masculino (52%), o nível académico 2º ciclo do ensino secundário com (40%), a ocupação trabalhador com (67%) o estado civil casado com (37%) e residência província de Luanda (91%), tendo predominância no município de Viana com (27%) e município de Belas também com (27%) e quanto ao bairro, houve uma grande dispersão dos valores, em relação ao conhecimento sobre o seu estado de saúde, (91%) afirmaram que conhecem o seu estado de saúde, em relação à avaliação da própria qualidade de vida, houve predominância nos pacientes que consideram a sua qualidade de vida, “nem boa nem má” com (58%), em relação à média da pontuação por domínio da escala whoql-bref, o domínio psicológico obteve uma média de 64,08 pontos, domínio social obteve uma média de 62,97, o domínio físico obteve uma média de 55,79, o domínio ambiente obteve uma média de 53,12 e quanto à QV geral, obteve uma média de 50,37 pontos. Conclusões: concluímos que o objectivo geral desta pesquisa realizada na Clínica Curaferida Murro Bento foi alcançado, dando resposta à pergunta de partida deste estudo. Os resultados mostram que 58% pacientes têm a qualidade de vida como “nem boa nem má”, onde a pontuação média QV geral foi de 50,37 pontos, sendo afectada predominante pelo domínio ambiente e o domínio físico.
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