Traumatismo cranioencefálico: como a conduta correta e precoce influência e pode prevenir sequelas em casos de TCE leve
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n12p1462-1472Palavras-chave:
Biomarcadores, Deficits Neurológicos, Gerenciamento Clínico, Lesões Encefálicas Traumáticas, Protocolos ClínicosResumo
Introdução: O traumatismo cranioencefálico leve (TCE leve) é uma importante causa de morbidade neurológica, com impacto significativo na qualidade de vida. Estudos mostram que as sequelas de um TCE leve podem ser não apenas agudos mas também persistentes, como déficits cognitivos, alterações de memória, humor e sono. Mecanismos como hemorragias intracranianas específicas e lesão axonal estão associados com a persistência dos sintomas pós TCE leve, e isso pode ser detectado por neuroimagem avançada e biomarcadores específicos. Dito isso, por mais que inicialmente os pacientes se mostrem recuperados do trauma, sintomas crônicos podem ser desenvolvidos e a implementação precoce de protocolos clínicos padronizados para o reconhecimento dessas lesões é de suma importância para evitar desfechos desfavoráveis. Objetivo: O objetivo do presente estudo foi, buscar, na atual literatura, evidências sobre o impacto do uso precoce de protocolos clínicos padronizados no manejo do TCE leve, avaliando sua eficácia na prevenção de sequelas neurológicas e cognitivas, sejam elas agudas ou a longo prazo. Metodologia: Por meio de uma revisão sistemática, foi feita uma pesquisa buscando responder a seguinte pergunta: Em caso de pacientes com traumatismo cranioencefálico (TCE) leve, a implementação precoce de protocolos clínicos padronizados de avaliação e conduta e seguimento de diretrizes de forma adequada e de qualidade, reduz, de forma significativa, a ocorrência de sequelas cognitivas persistentes? Conclusão: O objetivo do estudo foi parcialmente atingido, pois limitações foram identificadas como heterogeneidade nos instrumentos de medição, falta de padronização nos critérios de gravidade e problemas de subnotificação. Portanto, protocolos padronizados se mostraram muito relevantes para o manejo dos pacientes com TCE leve, porém, são necessárias mais pesquisas e evidências científicas na área para se propor um protocolo bem consolidado.
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