EPIDEMIOLOGIA DA ESQUISTOSSOMOSE MANSÔNICA NA REGIÃO NORTE COM ENFOQUE NO AMAZONAS: UMA SÉRIE HISTÓRICA
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n12p785-800Palavras-chave:
Esquistossomose mansoni, Doenças parasitarias, Epidemiologia, Vigilancia em saúde públicaResumo
Introdução: A esquistossomose mansônica, também conhecida como "xistose" ou "barriga d'água", é uma doença parasitária causada pelo verme Schistosoma mansoni. É transmitida pelo contato com água doce contaminada por caramujos infectados. Objetivo: Realizar descrição epidemiológica da esquistossomose mansônica na região norte com enfoque no Amazonas. Metodologia: Estudo retrospectivo descritivo com abordagem quantitativa de dados públicos. Resultados: No período entre 2014 a 2023 foram registrados no Brasil 29.565 casos de esquistossomose mansônica. A maioria dos casos foram da região Sudeste (13.771=46,5%). O estado desta região com o maior número de casos foi Minas Gerais (10.934=79,3%). A região Norte registrou apenas 887 casos (3,0%), mesmo assim o estado desta região com maior número de casos foi Rondônia com 592 casos (66,7%). O estado do Amazonas ficou na quarta posição com apenas 7 casos (0,7% de todos os casos desta região). O gênero masculino foi o mais afetado (58,5%), na faixa-etária entre 30-39 anos (35,2%), de cor parda (49,5%). Conclusão: Mesmo a região Norte não ter tido um número expressivo de casos no período e o Amazonas ser o estado desta região com um dos menores índices de registro dessa parasitose, ainda é necessário manter vigilância acirrada para quebrar a cadeia de transmissão.
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