ESTRATÉGIAS DE RASTREAMENTO DO CÂNCER COLORRETAL
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n10p1293-1303Palavras-chave:
Rastreamento; Câncer colorretal; Neoplasia.Resumo
INTRODUÇÃO: O câncer colorretal (CCR) é uma das neoplasias malignas de maior impacto mundial, representando a segunda principal causa de morte por câncer em diversos países e um importante problema de saúde pública. Sua fisiopatologia envolve uma sequência lenta e gradual de transformação neoplásica de pólipos adenomatosos ou lesões serrilhadas sésseis, o que possibilita a identificação precoce e o tratamento antes da progressão para o carcinoma invasivo. Nesse contexto, o rastreamento desempenha um papel crucial, pois permite não apenas o diagnóstico precoce, mas também a prevenção efetiva por meio da detecção e remoção de lesões precursoras. OBJETIVO: Analisar, as principais estratégias de rastreamento do câncer colorretal, abordando a eficácia, limitações e aplicabilidade populacional dos diferentes métodos disponíveis, além dos desafios relacionados à adesão e à implementação de programas de triagem em larga escala. MATERIAIS E MÉTODOS: Foi conduzida uma revisão integrativa da literatura com base em artigos científicos publicados entre 2015 e 2025 nas bases PubMed, BVS e Scielo. Os estudos incluíram revisões sistemáticas, metanálises e ensaios clínicos randomizados que investigaram a efetividade dos métodos de rastreamento do CCR, tais como teste imunoquímico fecal (FIT), teste de sangue oculto nas fezes (FOBT), sigmoidoscopia flexível, colonoscopia, testes de DNA fecal e novos biomarcadores sanguíneos. RESULTADOS E DISCUSSÃO: As evidências apontam que o rastreamento do CCR reduz significativamente a mortalidade e a incidência da doença, especialmente quando realizado de forma sistemática e contínua. Métodos como o FIT e a colonoscopia se destacam por sua alta sensibilidade, sendo o primeiro mais acessível e o segundo o padrão-ouro, devido à sua capacidade diagnóstica e terapêutica simultânea. Entretanto, barreiras socioeconômicas, culturais e logísticas ainda limitam a adesão populacional em diversos países. Estudos recentes indicam que a combinação de métodos, a flexibilização das diretrizes por faixa etária e o uso de tecnologias inovadoras, como testes genéticos e moleculares, são estratégias promissoras para ampliar a cobertura e otimizar os resultados preventivos. CONSIDERAÇÕES FINAIS: O rastreamento do câncer colorretal é uma intervenção de comprovada eficácia na prevenção e controle da doença. O fortalecimento dos programas populacionais, a redução das desigualdades no acesso aos exames e a incorporação de novas tecnologias diagnósticas representam pilares fundamentais para o avanço das políticas de saúde pública e para a redução da mortalidade associada ao CCR.
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