Pneumonia Bacteriana em Crianças Menores de 10 Anos: Abordagem Diagnóstica e Estratégias Terapêuticas
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n10p1537-1550Palavras-chave:
pneumonia infantil; antibióticos; Streptococcus pneumoniae; diagnóstico clínico; tratamento pediátrico; vacinaçãoResumo
Introdução: A pneumonia bacteriana é uma das principais causas de morbimortalidade em crianças menores de 10 anos, especialmente nos países em desenvolvimento. No Brasil, segundo o Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), a doença representa uma das mais frequentes causas de internação pediátrica. Streptococcus pneumoniae e Haemophilus influenzae tipo b permanecem entre os agentes etiológicos mais comuns. O diagnóstico precoce e o manejo adequado são fundamentais para reduzir complicações e mortalidade. Objetivo: Revisar as principais abordagens diagnósticas e terapêuticas da pneumonia bacteriana em crianças, com base em evidências clínicas e nas recomendações das principais sociedades médicas brasileiras e internacionais. Metodologia: Foi realizada uma revisão narrativa da literatura em bases científicas como PubMed, SciELO e LILACS, além de diretrizes da SBP e da Organização Mundial da Saúde (OMS), publicadas entre 2015 e 2025. Foram incluídos estudos e protocolos voltados à população pediátrica com diagnóstico de pneumonia bacteriana adquirida na comunidade. Discussão/Resultados: O diagnóstico clínico é baseado na presença de febre, tosse, taquipneia e sinais de esforço respiratório, podendo ser confirmado por radiografia de tórax. A saturação de oxigênio deve ser monitorada, e exames laboratoriais, como hemograma e proteína C-reativa, auxiliam na diferenciação entre etiologias bacterianas e virais. O tratamento depende da gravidade e da idade da criança. Para casos leves, o uso de amoxicilina oral é considerado primeira escolha, conforme diretrizes da SBP e da OMS. Em casos moderados a graves, requer-se internação e antibioticoterapia intravenosa, geralmente com penicilina cristalina ou ceftriaxona. A oxigenoterapia e a hidratação adequada são medidas de suporte essenciais. O esquema vacinal atualizado, especialmente contra pneumococo e Haemophilus influenzae, é fator determinante na prevenção e na redução da gravidade dos casos. Conclusão: A pneumonia bacteriana infantil exige diagnóstico ágil e tratamento imediato para evitar complicações respiratórias e sistêmicas. A adoção de protocolos baseados em evidências, o estímulo à vacinação e o acompanhamento clínico adequado são fundamentais para o controle da doença e redução da mortalidade infantil.
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