ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO SOBRE OS NÍVEIS DE ESTRESSE NOS ACADÊMICOS DE MEDICINA NA UNIVERSIDADE ANHANGUERA UNIDERP EM CAMPO GRANDE-MS

Autores

  • Alice Jolli da Silva Neta
  • Anderson Henrique Rocha Brito
  • Bruna Moraes de Souza
  • Eduardo Rezende Portes
  • Larissa Beatriz Ramos Lima
  • Letícia Rodrigues Leite
  • Mariana Martinho Trad
  • Ana Paula Machado Cunha

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n10p1041-1055

Palavras-chave:

Sistema Imune; Estudantes; Epidemiologia; Exaustão.

Resumo

A presente pesquisa tem como propósito verificar a relação entre a incidência de sinais e sintomas associados a infecções oportunistas e o nível de estresse nos estudantes de medicina da universidade Anhanguera- UNIDERP de Campo Grande - MS. Assim como identificar quais são os principais sinais e sintomas e sua relação com a variável: diferentes ciclos acadêmicos. A investigação foi realizada a partir de dois questionários: Inventário de Sintomas de Estresse para Adultos (ISSL) de 2000 e um questionário de cunho epidemiológico comportamental, segundo algumas variáveis nominais como idade e período que se encontra matriculado. Estes foram aplicados de forma presencial em uma amostra de 252 alunos e avaliaram a presença bem como o nível de estresse e os sinais e sintomas relacionados à infecções oportunistas, respectivamente. Para a análise estatística, foi utilizado o software EpiInfo, nas seções “Frequencies” e “Tables”, possibilitando análises descritivas (frequências e proporções) e bivariadas (relações entre variáveis) para identificar possíveis correlações relevantes. Dentro desse contexto verificamos como o ambiente do ensino médico se associa aos níveis de estresse, que podem se manifestar clinicamente no aumento de sinais e sintomas relacionados à infecção oportunista. Foi observado maior prevalência de estresse nos acadêmicos do ciclo básico em comparação aos ciclos clínicos e internato. Em relação aos sintomas, os mais prevalentes foram: coriza, cefaleia, congestão nasal, diarreia, dor de garganta, mal estar generalizado, azia, dor abdominal, refluxo e febre, tendo esses maior prevalência na fase de resistência.

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Publicado

2025-10-17

Como Citar

Silva Neta, A. J. da, Brito, A. H. R., Souza, B. M. de, Portes, E. R., Lima, L. B. R., Leite, L. R., Trad, M. M., & Cunha, A. P. M. (2025). ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO SOBRE OS NÍVEIS DE ESTRESSE NOS ACADÊMICOS DE MEDICINA NA UNIVERSIDADE ANHANGUERA UNIDERP EM CAMPO GRANDE-MS. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 7(10), 1041–1055. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n10p1041-1055