ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO SOBRE OS NÍVEIS DE ESTRESSE NOS ACADÊMICOS DE MEDICINA NA UNIVERSIDADE ANHANGUERA UNIDERP EM CAMPO GRANDE-MS
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n10p1041-1055Palavras-chave:
Sistema Imune; Estudantes; Epidemiologia; Exaustão.Resumo
A presente pesquisa tem como propósito verificar a relação entre a incidência de sinais e sintomas associados a infecções oportunistas e o nível de estresse nos estudantes de medicina da universidade Anhanguera- UNIDERP de Campo Grande - MS. Assim como identificar quais são os principais sinais e sintomas e sua relação com a variável: diferentes ciclos acadêmicos. A investigação foi realizada a partir de dois questionários: Inventário de Sintomas de Estresse para Adultos (ISSL) de 2000 e um questionário de cunho epidemiológico comportamental, segundo algumas variáveis nominais como idade e período que se encontra matriculado. Estes foram aplicados de forma presencial em uma amostra de 252 alunos e avaliaram a presença bem como o nível de estresse e os sinais e sintomas relacionados à infecções oportunistas, respectivamente. Para a análise estatística, foi utilizado o software EpiInfo, nas seções “Frequencies” e “Tables”, possibilitando análises descritivas (frequências e proporções) e bivariadas (relações entre variáveis) para identificar possíveis correlações relevantes. Dentro desse contexto verificamos como o ambiente do ensino médico se associa aos níveis de estresse, que podem se manifestar clinicamente no aumento de sinais e sintomas relacionados à infecção oportunista. Foi observado maior prevalência de estresse nos acadêmicos do ciclo básico em comparação aos ciclos clínicos e internato. Em relação aos sintomas, os mais prevalentes foram: coriza, cefaleia, congestão nasal, diarreia, dor de garganta, mal estar generalizado, azia, dor abdominal, refluxo e febre, tendo esses maior prevalência na fase de resistência.
Downloads
Referências
P AGUIAR, S. M. et al. Prevalência de sintomas de estresse nos estudantes de medicina. Jornal Brasileiro de Psiquiatria, v. 58, n. 1, p. 34-38, 2009.
Barros, R. B. A., Gallina, A. Z., & Radaelli, P. B. (2017) A influência do estresse e dos hábitos de vida imunidade. Revista Thêma et Scientia, 7(2)
BASSOLS, Ana Margareth Siqueira. Estresse, ansiedade, depressão, mecanismos de defesa e coping dos estudantes no início e no término do curso de medicina na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. 2014. 5.962 f. Tese (Doutorado em Psicologia) — Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2014.
BRANDÃO, M.L. Psicofisiologia. 4.ed. São Paulo: Atheneu, 2019.
CANNON, W. B. The wisdom of the body. Nova Iorque: Norton, 1939.
CAPRISTE, M.L.P. et al., Reflexões sobre a influência do estresse crônico na transformação de células saudáveis em células cancerígenas. Revista de Enfermagem UFPE Online, v. 11, n. 6, p. 2473-2479, 2017.
Dahlin M, Nils J, Bo R. Stress and depression among medical students: A cross-sectional study. Medical education 2005;39(6), 594-604.
GUIMARÃES, KB.S. Estresse e a formação médica: implicações na saúde mental dos estudantes. 2012. Dissertação (Mestrado em Educação Médica) – Faculdade de Medicina de Marília, Marília, 2012.
JUNQUEIRA, Carlos de Oliveira. Avaliação do estresse, depressão e ansiedade em estudantes de Medicina do primeiro ao sétimo semestre do UniCEUB. Programa de Iniciação Científica - PIC/UniCEUB, 2016.
KAM, S.X.L. et al. Estresse em estudantes ao longo da graduação médica. Revista Brasileira de Educação Médica, v. 43, n. 1 supl.1, p.246-253, 2019.
LIMA, R.L.L. et al. Estresse do estudante de medicina e rendimento acadêmico. Revista Brasileira de Educação Médica, v.40, n.4, p.678-684, 2016.
LIPP, M. E. N.;MALAGRIS, L. E. N. O estresse emocional e seu tratamento. In: B. P. Range (org.) Psicoterapias cognitivo-comportamentais: um diálogo com a psiquiatria. (p. 475-490). Porto Alegre: Artmed, 2001.
LIPP,M.E.N.;GUEVARA, J.A. Inventário de Sintomas de Stress para Adultos de Lipp (ISSL). São Paulo: Casa do Psicólogo, 1994.
LOUREIRO, E. A relação entre o stress e os estilos de vida nos estudantes de medicina. Revista Brasileira de Educação Médica;v.21, n.3, p. 209-214, 2008.
MCEWEN, B. S. Protective and damaging effects of stress mediators: central role of the brain. Dialogues in Clinical Neuroscience, v. 8, n. 4, p. 367–381, 2007.
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Depression and Other Common Mental Disorders: Global Health Estimates. Genebra: OMS, 2017.
SELYE, H. Stress: a tensão da vida. São Paulo: IBRASA, 1965.
SILVA, J. V., COSTA, R. R., & SILVA, D. S. (2017). Prevalence of Burnout Syndrome and associated factors among medical students: a cross-sectional study. Revista Brasileira de Educação Médica, v. 41, n. 4, p. 564-573, 2017.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Alice Jolli da Silva Neta, Anderson Henrique Rocha Brito, Bruna Moraes de Souza, Eduardo Rezende Portes, Larissa Beatriz Ramos Lima, Letícia Rodrigues Leite, Mariana Martinho Trad, Ana Paula Machado Cunha

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Os autores são detentores dos direitos autorais mediante uma licença CCBY 4.0.



