O impacto neuropsiquiátrico das psicoses induzidas por substância e por medicamento
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n10p900-909Palavras-chave:
Psicose induzida; Substâncias psicoativas; Impacto neuropsiquiátrico.Resumo
A psicose induzida por substâncias ou medicamentos é um quadro clínico caracterizado por delírios, alucinações e desorganização do pensamento, diretamente associados ao uso ou retirada de agentes químicos. Trata-se de uma condição de grande relevância na psiquiatria moderna, visto que seu diagnóstico diferencial com transtornos psicóticos primários, como a esquizofrenia, nem sempre é simples. O aumento do consumo de drogas psicoativas e a utilização de fármacos com potencial psicotogênico contribuem para maior incidência desses quadros. Este artigo tem como objetivo revisar os aspectos epidemiológicos, neurobiológicos, clínicos e terapêuticos, discutindo seus impactos neuropsiquiátricos e implicações prognósticas. Esta revisão de literatura foi conduzida a partir de publicações científicas localizadas em diferentes bases de dados, incluindo a Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), o PubMed (Public Medline), o Portal de Periódicos da CAPES e a Scientific Electronic Library Online (SciELO), sem delimitação temporal. Além dessas fontes, também foram considerados documentos disponíveis nos sites oficiais do Ministério da Saúde, bem como materiais classificados como literatura cinzenta. As psicoses induzidas por substâncias e medicamentos representam condição clínica relevante, marcada por sintomas psicóticos que podem ser transitórios, mas com risco de cronificação em indivíduos vulneráveis. Seu impacto neuropsiquiátrico vai além dos sintomas agudos, comprometendo funções cognitivas, desempenho social e qualidade de vida. O diagnóstico diferencial com transtornos psicóticos primários exige abordagem criteriosa, considerando fatores de risco individuais e relação temporal com o agente causal. O tratamento precoce, envolvendo retirada da substância, uso de antipsicóticos e suporte psicossocial, é fundamental para recuperação. Novas pesquisas são necessárias para aprimorar estratégias terapêuticas e reduzir morbidade e repercussões a longo prazo.
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